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“O aborto jamais será aprovado no Brasil”, diz o presidente Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro comentou sobre a legalização do aborto na Argentina. De acordo com o chefe do Executivo, o aborto “jamais será aprovado no Brasil” no que depender de seu governo. A declaração dada por Bolsonaro veio logo após o Senado argentino aprovar a lei que legaliza o aborto depois de uma maratona de 12 horas de sessão.

“Lamento profundamente pelas vidas das crianças argentinas, agora sujeitas a serem ceifadas no ventre de suas mães com anuência do Estado. No que depender de mim e do meu governo, o aborto jamais será aprovado em nosso solo. Lutaremos sempre para proteger a vida dos inocentes!”, escreveu Bolsonaro no Twitter.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, também reagiu à aprovação da lei argentina. “O Brasil permanecerá na vanguarda do direito à vida e na defesa dos indefesos, não importa quantos países legalizem a barbárie do aborto indiscriminado, disfarçado de “saúde reprodutiva” ou “direitos sociais” ou como quer que seja.”, afirmou Araújo.

A Argentina é o maior país da América Latina a legalizar o aborto e a votação está sendo observada de perto. Com as exceções do Uruguai, Cuba, Cidade do México, estado mexicano de Oaxaca, Antilhas e Guiana Francesa, o aborto continua em grande parte ilegal em toda a região.

Aborto na Argentina

O projeto de lei prevê que o aborto será legal na Argentina até a 14ª semana de gravidez, e também será legalizado após esse período em casos de estupro ou perigo de vida à mãe. Já aprovado pela Câmara dos Deputados da Argentina, a lei conta com o apoio do presidente Alberto Fernández, o que significa que a votação no Senado foi seu último obstáculo.

“O aborto seguro, legal e gratuito agora é a lei”, tuitou Fernández após a votação, observando que havia sido uma promessa eleitoral. “Hoje somos uma sociedade melhor, que amplia os direitos das mulheres e garante a saúde pública”, acrescentou. Ao que tudo indica, o aborto deve ser legalizado no país, o que terá repercussões em um continente onde o procedimento é amplamente ilegal.

A Argentina até agora penalizou as mulheres e aqueles que as ajudaram a abortar. As únicas exceções foram os casos de estupro ou risco para a saúde da mãe, e os ativistas reclamam que mesmo essas exceções não são respeitadas em algumas províncias.

Poucas horas antes do início da sessão do Senado, ainda na terça-feira (29), o papa opinou, tweetando: “O Filho de Deus nasceu um proscrito, para nos dizer que todo proscrito é um filho de Deus. Ele veio ao mundo como cada criança vem ao mundo, fraca e vulnerável, para que possamos aprender a aceitar nossas fraquezas com terno amor”.

O movimento feminista argentino exige o aborto legal há mais de 30 anos e ativistas dizem que a aprovação do projeto pode marcar um divisor de águas na América Latina, onde a influência da Igreja Católica Romana há muito domina.

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1 comentário
  1. Jean Charles Mendes da Silva Diz

    Tantas coisas para se fazer em prol da necessidade humana na promoção da vida esses bandos de covardes assassinos erodianos projeta e aprova uma lei que vai aumentar mais os assassinato no país vai cuidar da população que está na miséria da doença do desemprego da falta de segurança.etc bandos de covardes ipocritas vocês vão pagar muito caro por aprovar essa lei do aborto satanás vai estar de braços abertos esperando por vocês covardes e assassinos

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