A bandeira tarifária permanecerá amarela em agosto, conforme anunciado pela Aneel nesta sexta-feira (31), com acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh para os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Este é o quarto mês consecutivo com a bandeira amarela. Entre janeiro e abril deste ano, vigorou a bandeira verde, período em que não houve custo extra nas faturas de energia.
A manutenção ocorre devido ao período seco no Brasil, que reduz a geração hidrelétrica em razão do menor nível dos reservatórios e exige o acionamento de usinas termelétricas mais caras.
Residências com consumo médio de 200 kWh terão impacto direto de R$ 3,77 nas faturas mensais.
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QUERO ENTRAR AGORA →Por que a bandeira amarela foi mantida em agosto
De acordo com a Aneel, a sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país em razão do período seco. Atualmente, o sistema Sudeste/Centro-Oeste está com 63,06% de capacidade, enquanto o sistema Norte opera com 89,89%, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) destacou que a manutenção da bandeira amarela foi possível, em parte, pelo volume de chuvas na Região Sul, cujas afluências superaram em 150% a média histórica nas últimas semanas. Além disso, o subsistema Sudeste manteve afluências próximas a 90% da média.
Como o sistema de bandeiras tarifárias funciona
O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza as condições de geração de energia elétrica e os custos envolvidos no fornecimento. Divididas por cores, as bandeiras mostram ao consumidor quando há cobrança adicional na conta de luz e qual o valor aplicado para cada 100 kWh consumidos.
Mensalmente, as condições de operação do sistema de geração são reavaliadas pelo ONS, que define a melhor estratégia para atendimento da demanda e traça uma previsão dos custos a serem cobertos pelas bandeiras.
Quanto cada bandeira acrescenta na conta de luz
Imagem: JusBrasil
O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015 pela Aneel, sinaliza ao consumidor o custo real de geração de energia elétrica. Cada cor representa um patamar diferente de custo adicional:
| Bandeira | Acréscimo por 100 kWh |
|---|---|
| Verde | Sem acréscimo |
| Amarela | R$ 1,88 |
| Vermelha Patamar 1 | R$ 4,46 |
| Vermelha Patamar 2 | R$ 7,87 |
Em 2026, a Aneel ainda não acionou a bandeira vermelha. A última vez em que os consumidores pagaram por esse patamar mais caro foi em novembro de 2025.
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O que esperar nos próximos meses
O fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, com seu efeito no aumento das temperaturas e na redução das chuvas no Norte e no Nordeste, reforça a perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.
Além do risco hidrológico, outro fator de peso é o aumento do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças), valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.
Consumidores devem acompanhar os anúncios mensais da Aneel para verificar possíveis alterações no custo da energia, especialmente durante o período seco que se estende até setembro.
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