O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 termina às 23h59min59s desta sexta-feira, 29 de maio.
Mais de 37 milhões de contribuintes já enviaram os dados à Receita Federal, mas a expectativa é de 44 milhões de declarações no total.
Quem perder o prazo fica sujeito a multa a partir de R$ 165,74 e ao risco de ter o CPF irregular. A seguir, veja quem é obrigado a declarar, o que mudou neste ano e como enviar corretamente.
O que mudou no Imposto de Renda 2026?
Para o ano de 2026, a Receita Federal adotou novidades importantes para facilitar e tornar o processo mais eficiente. A declaração pré-preenchida foi reforçada, agora incluindo dados do sistema e-Social, informações sobre empregados domésticos, comprovantes do Receita Saúde e rendimentos de renda variável.
Esse modelo reduz as chances de erros e agiliza o preenchimento. Segundo as autoridades, o novo sistema teve boa aceitação, inclusive entre profissionais de contabilidade. A lista de informações exigidas está disponível no site oficial da Receita, baseada na Instrução Normativa RFB nº 2.312/2026.
Quem é obrigado a declarar em 2026?
Este ano, as regras para obrigatoriedade tiveram ajustes. Precisa declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 em 2025 ou receita bruta de atividade rural acima de R$ 177.920,00.
Também entram na lista pessoas que receberam rendimentos isentos acima de R$ 200 mil, realizaram operações em bolsas acima de R$ 40 mil ou tinham bens totalizando mais de R$ 800 mil ao final do ano passado.
Aquelas que tiveram apenas até dois salários mínimos mensais são isentas, salvo outras situações previstas em lei.
Por que tanta gente cai na malha fina?
Os dados mostram uma taxa histórica de retenção de declarações com pendências por volta de 5%. Até 26 de maio, 4,97% dos formulários estavam em malha, somando 1,61 milhão de contribuintes.
Isso ocorre, principalmente, por informações inconsistentes, como erros em comprovantes médicos, ausência de dados de dependentes ou preenchimentos equivocados.
A orientação da Receita é usar a declaração pré-preenchida e conferir todos os dados antes do envio, evitando surpresas desagradáveis.
Como fazer a declaração corretamente
O contribuinte pode optar pelo Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível para computador, ou pela plataforma online Meu Imposto de Renda, acessível via Gov.br (níveis ouro ou prata).
A recomendação é separar documentos com antecedência e, se possível, utilizar a opção pré-preenchida para economizar tempo e reduzir riscos.
As principais fontes de erros foram a omissão de rendimentos, informações erradas de dependentes e despesas médicas não comprovadas.
O que acontece se perder o prazo da declaração?
Quem não enviar a declaração até o limite estará sujeito à multa por atraso. O valor pode variar:
- Com imposto a pagar: multa de 1% ao mês sobre o imposto devido, mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% do imposto final.
- Sem imposto devido: multa fixa de R$ 165,74.
Além da multa, há a possibilidade de ficar com o CPF irregular, o que pode dificultar uma série de trâmites bancários e outras operações no país. A declaração fora do prazo também não impede a regularização posterior, mas a situação fiscal pode sair cara e causar muitos transtornos.
Restituição do Imposto de Renda: novidades e cronograma
A Receita Federal pretende antecipar a restituição neste ano, com o objetivo de beneficiar a maioria dos contribuintes até o final de junho. O calendário prevê o pagamento em quatro lotes, começando no próprio dia 29 de maio.
A prioridade inclui idosos (acima de 80 anos), pessoas com doenças graves ou deficiência, e quem utiliza a declaração pré-preenchida/interação via Pix.
Uma novidade é a restituição automática para casos com até R$ 1 mil, mesmo para quem não era obrigado a declarar em 2025 mas tem imposto retido de 2024.
Dicas práticas para evitar problemas com o Imposto de Renda
- Use sempre a versão mais recente do programa ou da plataforma digital, para garantir acesso a todas as funcionalidades.
- Confira informações de rendimento, deduções e dependentes – pequenas inconsistências podem levar à retenção na malha fina.
- Em caso de erro, faça imediatamente a retificação da declaração já enviada para reduzir riscos e multas futuras.
- Acompanhe o status do cadastro no site da Receita Federal ou no aplicativo oficial, verificando se há pendências.
- Guarde todos os comprovantes pelo prazo de cinco anos.
Impacto da tecnologia no envio da declaração
A modernização do Imposto de Renda tem facilitado a vida dos contribuintes. O uso de sistemas integrados, como Receita Saúde, e a possibilidade de receber alertas no preenchimento minimizam os riscos de erro.
A Receita Federal aprimorou a recuperação automática de dados de dependentes, tornando o processo mais intuitivo e seguro, principalmente para quem já declarou nos anos anteriores.
O prazo final se aproxima e o envio é fundamental para manter a regularidade fiscal, evitar multas e garantir o direito à restituição. Organize-se e não perca o prazo: a responsabilidade é individual, mas as ferramentas estão cada vez mais acessíveis para cumprir essa obrigação sem dor de cabeça.
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