Mais de R$ 5,12 bilhões permanecem esquecidos em bancos e instituições financeiras brasileiras, de acordo com números divulgados pelo Banco Central (BC) em agosto de 2026. Entre os valores, aproximadamente R$ 3,76 bilhões pertencem a 22,66 milhões de pessoas físicas e outros R$ 1,35 bilhão a cerca de 2 milhões de pessoas jurídicas.
Desde o início da iniciativa, R$ 15,8 bilhões já foram retornados a pessoas e empresas, restando recursos disponíveis para titulares e herdeiros. O Banco Central aponta que os valores esquecidos envolvem contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, saldos de consórcios, entre outras situações previstas pelo sistema de regulação financeira.
Confira informações essenciais sobre como consultar, quem pode resgatar, valores médios, detalhamento do processo e o papel do Sistema de Valores a Receber (SVR) para facilitar o recebimento desses recursos. Veja como proceder para não deixar nenhum valor para trás.
Quais são os dados mais recentes dos valores esquecidos?
O Banco Central informou em agosto de 2026 que o total de recursos esquecidos alcança R$ 5,12 bilhões, somando pessoas físicas e jurídicas. Os saques já superaram R$ 15,8 bilhões desde a implementação do sistema, sendo a maior parte do montante resgatado por indivíduos.
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QUERO ENTRAR AGORA →Ainda existem cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas aptas a buscar os valores. O levantamento mostra que, apesar do volume recuperado, muitos titulares sequer consultaram a existência de recursos disponíveis.
Como consultar se há dinheiro esquecido no seu nome?
Para consultar se possui valores a receber, o interessado deve acessar o portal do Banco Central. Não é necessário fazer login para verificar a existência de recursos: basta informar o CPF e a data de nascimento, ou o CNPJ e a data de abertura da empresa.
Se houver saldo disponível, será preciso acessar o sistema com conta Gov.br nos níveis prata ou ouro e ativar a verificação em duas etapas para visualizar detalhes e iniciar o resgate.
Empresas fechadas e pessoas falecidas também podem ter valores identificados por representantes legais ou herdeiros, seguindo orientações do próprio SVR.
Quais são as principais origens dos valores esquecidos?
De acordo com o Banco Central, os valores podem ter origem em:
- Contas-correntes ou poupanças encerradas
- Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de cooperativas de crédito
- Recursos não procurados de consórcios encerrados
- Tarifas e parcelas de operações de crédito cobradas de forma indevida
- Contas de pagamento pré ou pós-pagas encerradas
- Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras
- Outros recursos disponíveis para devolução
A maioria desses casos ocorre quando o cliente encerra uma relação com a instituição e não solicita o saldo restante, ou em situações de cobrança irregular posteriormente corrigida.
Qual é o perfil dos valores a receber?
Cerca de 18,5 milhões de beneficiários têm direito a até R$ 10, representando cerca de 70% do público total. Já valores entre R$ 10,01 e R$ 100 estão disponíveis para 4,96 milhões de pessoas (18,73%). Apenas 11% dos casos, cerca de 3 milhões, apresentam saldos superiores a R$ 100.
Esse perfil evidencia que muita gente pode considerar o montante baixo, sem imaginar que tem direito a algum valor. Por outro lado, empresas e titulares atentos conseguem recuperar quantias relevantes ao realizarem consulta periódica no sistema.
Como funciona o resgate do dinheiro esquecido?
Após identificar a existência de valores no SVR, o resgate pode ser solicitado de três formas:
- Solicitação direta à instituição financeira detentora do valor
- Pedido formalizado dentro do próprio SVR do Banco Central
- Solicitação automática de devolução, quando permitido pelo sistema
Em todos os cenários, quem acessa precisa ter conta Gov.br com o nível exigido e validar sua identidade. Para valores de titulares falecidos, há um fluxo específico para representantes legais e herdeiros, que precisam apresentar documentos comprobatórios.
Qual foi o ritmo de saques nos últimos meses?
Em junho de 2026, brasileiros sacaram R$ 340 milhões em valores esquecidos, enquanto em maio o volume foi de R$ 427 milhões. No mês anterior, abril, as devoluções totalizaram R$ 483 milhões. O ritmo mensal de saques tende a oscilar de acordo com campanhas de informação e retomada de consultas em massa.
Segundo o BC, dos valores devolvidos, R$ 11,65 bilhões foram destinados a pessoas físicas (38,73 milhões) e R$ 4,15 bilhões para pessoas jurídicas (4,7 milhões). Mesmo com esse fluxo constante, ainda há bilhões à disposição dos titulares.
Quem pode acessar e resgatar os valores esquecidos?
Qualquer pessoa física ou jurídica pode consultar, inclusive herdeiros de pessoas falecidas, desde que apresentem documentação exigida. Ex-sócios de empresas e ex-participantes de cooperativas também podem ter direito, dependendo do caso.
Para consultas empresariais, é necessário o CNPJ da empresa (inclusive se já encerrada). O acesso com conta Gov.br é obrigatório para dar andamento à solicitação, garantindo a autenticação e segurança.
O que fazer se encontrar valores a receber?
Se durante a consulta o sistema indicar valores disponíveis, siga o fluxo de autenticação via Gov.br, escolha a forma de recebimento e aguarde o processamento do pedido.
Geralmente, o dinheiro é creditado rapidamente na conta bancária informada, mas podem ser solicitados documentos complementares em situações específicas.
A orientação é acompanhar o status da solicitação pelo próprio portal do Banco Central, especialmente em casos de inventário ou representação legal.
Atenção aos golpes: como resgatar com segurança
O Sistema de Valores a Receber (SVR) é um dos temas mais usados por golpistas para enganar quem procura dinheiro esquecido. Por isso, alguns cuidados são essenciais antes de qualquer consulta ou resgate.
A consulta e o resgate acontecem exclusivamente pelo site oficial do Banco Central. Nenhum outro site, aplicativo ou intermediário é autorizado a fazer esse processo.
Fique atento a estes sinais de fraude:
- Mensagens por WhatsApp, SMS ou e-mail com links para “consultar” ou “liberar” os valores. O Banco Central não envia esse tipo de contato.
- Qualquer cobrança de taxa, pagamento antecipado ou depósito para liberar o dinheiro. O resgate é gratuito e o BC nunca cobra nada.
- Pedidos de senha do Gov.br, dados bancários ou códigos por telefone. O sistema oficial não solicita esses dados fora do próprio portal.
- Perfis e páginas que prometem “acelerar” o resgate mediante pagamento.
Na dúvida, o caminho seguro é digitar o endereço oficial diretamente no navegador, em vez de clicar em links recebidos, e acessar apenas com a conta Gov.br nos níveis prata ou ouro. Se receber um contato suspeito, não repasse nenhum dado e não clique em links.
Para saber mais sobre o tema, acesse a página inicial do portal Notícias Concursos. No vídeo abaixo, entenda quem tem direito aos valores esquecidos do PIS/Pasep:













