Dentre todos os tipos de empréstimos em vigor no Brasil, talvez o mais querido deles seja o consignado. Nesse tipo de crédito, o cidadão pega o dinheiro, e logo depois repassa a quantia na forma de descontos diretos e automáticos na folha de pagamento.
Como o banco tem a garantia de que o cidadão vai pagar o valor requisitado, esse tipo de empréstimo normalmente conta com taxas de juros menores. Por isso, ele é normalmente muito requisitado entre trabalhadores formais, e também entre aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Nos últimos meses, uma dúvida começou a crescer entre os trabalhadores informais. Afinal de contas, as pessoas que não recebem um salário fixo também podem solicitar um consignado? Em um primeiro momento, o mais óbvio é pensar que não, já que essas pessoas não teriam como ter um desconto direto na folha de pagamento.
Contudo, o fato é que essa história pode mudar muito em breve. De acordo com informações de bastidores divulgadas por veículos de imprensa nessa quarta-feira (3), o governo federal estuda nesse momento a inclusão dos informais no sistema do crédito consignado.
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QUERO ENTRAR AGORA →Mudanças nas regras
Atualmente, os trabalhadores informais não podem solicitar um consignado, justamente porque não contam com uma renda fixa, onde descontos poderiam ser feitos mensalmente.
Entretanto, o governo federal deverá enviar ao congresso nacional um projeto de lei que prevê acabar com o saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Mas o que isso tem a ver com consignado? Em entrevistas recentes, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT) vem dizendo que vai ser muito difícil convencer o Congresso Nacional, de maioria liberal, a acabar com saque-aniversário do FGTS. Por isso, ele prevê aplicar uma espécie de moeda de troca.
Essa moeda de troca seria justamente a criação de um novo sistema de consignado que abarcasse um número maior de trabalhadores brasileiros. Assim, o governo federal daria aos bancos a possibilidade de oferecer mais consignados para um leque maior de clientes.
Ainda não está claro se os parlamentares devem gostar da nova ideia. Mas o que se sabe é que o projeto que será apresentado pelo Governo Federal vai indicar que os trabalhadores informais também poderiam ter direito ao consignado.
Como o governo federal vai conseguir liberar o consignado para os informais? Essa ainda é uma dúvida. A tendência natural é que o ministro do Trabalho só envie o projeto ao congresso nacional depois do segundo turno das eleições municipais, ou seja, por volta do início de novembro.
Outro grupos que também poderia ser atendido pelo consignado é o dos empregados domésticos. Atualmente, estes cidadãos também não podem solicitar o consignado.

Sequência de quedas nos juros do consignado
Vale lembrar que já foram indicadas oito quedas do teto máximo da taxa de juros do consignado desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao poder, ainda no início do ano passado. A mais recente queda foi aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) ainda no último dia 24 de abril.
A ideia do Ministério da Previdência, capitaneado pelo ministro Carlos Lupi (PDT), é reduzir a taxa máxima de juros do consignado todas as vezes que o Banco Central (BC) decidir reduzir a taxa básica de juros, conhecida no meio do mercado como Selic.
“Meu compromisso é com os 39 milhões de beneficiários da Previdência Social. Eles que me movem a manter esse debate”, afirmou o ministro Carlos Lupi. Abaixo, você pode conferir todas as quedas na taxa máxima de juros que foram efetuadas desde o ano de 2017.
| Data da resolução do CNPS | Teto do empréstimo pessoal (em %) | Teto do cartão (em %) |
| 28/09/2017 | 2,08 | 3,06 |
| 17/03/2020 | 1,80 | 2,07 |
| 28/09/2021 | 2,14 | 3,06 |
| 13/03/2023 | 1,70 | 2,62 |
| 28/03/2023 | 1,97 | 2,89 |
| 17/08/2023 | 1,91 | 2,83 |
| 16/10/2023 | 1,84 | 2,73 |
| 04/12/2023 | 1,80 | 2,67 |
| 11/01/2024 | 1,76 | 2,61 |
| 04/03/2024 | 1,72 | 2,55 |
| 24/04/2024 | 1,68 | 2,49 |
| 24/05/2024 | 1,66 | 2,46 |











