O Procon do Rio de Janeiro (RJ) está investigando a Shopee por suposta venda de produtos pirateados. O órgão de proteção ao consumidor instaurou o Ato de Investigação conta a plataforma de comércio eletrônico na última quinta-feira (5).
Em resumo, a medida adotada pelo Procon-RJ se deu por causa de denúncias realizadas por associações civis, bem como pelo Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade. Agora, a Shopee terá até dez dias para responder a entidade de defesa do consumidor.
De acordo com o Procon-RJ, a empresa de Singapura deve ter cuidado em sua resposta. Isso porque, caso a entidade considere os argumentos insatisfatórios, poderá instaurar um ato sancionatório, que prevê multa de mais de R$ 13 milhões.
Produtos pirateados na Shopee
A saber, as denúncias realizadas contra a Shopee indicam que o ambiente da plataforma de comércio eletrônico favorecia a comercialização de produtos pirateados e falsificados. As denúncias encaminhadas ao Procon-RJ revelaram que havia diversos produtos piratas. Veja a lista dos principais:
- Baterias;
- Bolsas de luxo;
- Brinquedos;
- Carregadores de celular;
- Fones de ouvido;
- Óculos;
- Perfumes importados.
Além disso, as pessoas também realizavam a venda de de produtos proibidos no Brasil, segundo o Procon-RJ. Os exemplos citados foram bebidas e remédios falsificados de uso humano e veterinário, além de fios elétricos de alumínio.
No caso dos fios elétricos de alumínio, a sua comercialização não pode acontecer no Brasil devido ao fato de que o material é menos resistente à flexão. Isso sem contar que estes fios são mais suscetíveis a serem afetados por corrosão e suas conexões elétricas são mais complexas.
A Diretoria de Fiscalização do Procon-RJ também revelou que havia venda de marcas famosas na Shopee, com preços bem abaixo daqueles praticados no mercado pelo próprio fabricante. Aliás, a descrição dos itens como “produtos idênticos aos originais” figura como uma informação que, segundo o órgão, “reforça os indícios de falsificação“.

Comercialização de produtos piratas é crime no Brasil
O presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho, destacou, em nota, que a venda de produtos não certificados e falsificados é uma prática criminosa. Em suma, estes itens podem colocar “em risco a vida, a saúde e a segurança dos consumidores“, segundo Coelho.



