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Preço do etanol registra primeira queda depois de 4 meses

Após um período de quase 5 meses, o valor médio do litro do etanol apresentou uma queda. A última vez que isso aconteceu foi na primeira semana de julho. O preço médio atual é encontrado por R$ 5,395 , segundo o Sistema de Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O recuo no preço do etanol representa uma desvalorização de 0,35% em relação ao patamar registrado na consulta anterior. Dentre todos os estados brasileiros, o menor preço  encontrado foi em um posto de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, por R$ 4,399 o litro, mas a menor média estadual foi encontrada na Paraíba: R$ 5,046.

Embora o etanol tenha apresentado ligeira queda na média de preços, ainda não apresenta um preço competitivo em relação a gasolina. Isto acontece porque a vantagem ocorre quando o etanol apresenta preço equivalente a, no máximo, 70% do valor cobrado pelo combustível fóssil.

Com isso, para os motoristas que possuem carro flex, a opção mais econômica, se for levando em conta quantos reais vai gastar por quilômetro andado, ainda é a gasolina.

Apesar do recuo do preço etanol, gasolina não para de subir

De acordo com as últimas informações divulgadas pela ANP na manhã da segunda-feira (8) o preço médio do litro da gasolina comum subiu pela nona semana consecutiva. Em algumas cidades o valor máximo chega a quase R$ 8,00.

Entretanto, o valor médio do litro da gasolina varia muito entre os estados brasileiros,  sendo o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul os que têm a gasolina comum mais cara do país, com valor máximo de R$ 7,99 em algumas cidades, como é o caso da gaúcha Bagé, por exemplo.

O valor médio do combustível no Brasil está em R$ 6,75, uma alta de 0,64% em relação à semana anterior, quando chegou a bater a casa dos R$ 6,71.  No quesito valor máximo do litro, a gasolina aditivada foi o único combustível que teve um aumento em relação à semana anterior. O maior valor praticado do combustível passou de R$ 8,39 para R$8,49.

A explicação que a própria Petrobras deu para o aumento dos preços dos combustíveis está em vários fatores, mas, principalmente, no valor do petróleo e no câmbio. “ Os ajustes refletem também parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio”, afirma a empresa.

ICMS calculado sobre o etanol

O Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que, como alternativa para a redução do preço dos combustíveis, segue negociando com o Congresso para fazer com que cada um dos 26 Estados brasileiros  fixem um valor nominal para o ICMS, imposto incidente sobre o produto.

“A gente busca na Câmara um PL para que o ICMS tenha um valor nominal, não percentual, fixo para todo o Brasil. Como as negociações não avançaram, pedimos que o Congresso faça com que cada Estado fixe nominalmente o valor de seu ICMS. Assim cada Estado teria, como tem atualmente, a liberdade de fixar um percentual”, completou.

Bolsonaro tem procurado formas de agradar os caminhoneiros, categoria que o ajudou a se eleger em 2018 e que exerce constante pressão sobre o governo. O Presidente já havia prometido, em julho, reduzir os impostos sobre os combustíveis, especialmente o diesel, que é o mais utilizado em caminhões, o que não aconteceu.

Pelo contrário, assim como a gasolina, o diesel comum sofreu um aumento consecutivo nas últimas semanas e já registra um preço médio de R$ 5,356. Na pesquisa desta data o etanol tinha registrado pela quarta vez seguida um aumento e chegou a alcançar a casa dos R$ 5,394.

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