Uma decisão tomada a milhares de quilômetros pode ter efeito no bolso dos trabalhadores brasileiros já nos próximos dias. Na matéria que acaba de sair hoje, você poderá ver que a Organização dos Exportadores de Petróleo (Opep+) anunciou o corte na produção de petróleo. Mais de 1,66 milhão de barris deixarão de ser produzidos todos os dias pelo grupo.
A conta é simples: com menos oferta de petróleo no mundo, o material se torna mais caro para compra. Neste sentido, a tendência é que a decisão da Opep+ tenha um impacto direto nos preços dos combustíveis de todo o planeta, como por exemplo, no aumento do preço da gasolina. Sendo assim, isso geraria um impacto nos números da inflação em várias nações em todos os continentes.
O Brasil não fica de fora deste impacto. De uma maneira prática, é possível dizer que a decisão da Opep+ poderá fazer com que os brasileiros paguem um combustível mais caro, justamente em um momento em que o Governo Federal já tinha anunciado a reoneração da gasolina e do etanol desde o último dia 1º de março.
Preço do barril
O impacto da decisão da Opep+ pode ser especificamente doloroso no Brasil porque a Petrobras utiliza o preço internacional do barril de petróleo para definir o preço do combustível nas bombas. Assim, se o barril sobe, as chances de aumento na gasolina também sobem.
O impacto não acontece apenas no combustível. A Petrobras também indica que usa o preço do barril do petróleo para definir os preços de outros materiais como o gás natural e o GLP, aquele que o cidadão usa na cozinha da sua casa.
Aumento já está garantido?
De acordo com analistas, ainda não é possível cravar se a decisão da Opep+ vai mesmo ter um impacto direto nos produtos brasileiros. É necessário esperar mais alguns dias para entender se os valores do barril de petróleo devem cair de preço, ou se eles ficarão estabilizados.



