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Trabalho remoto pode desencadear risco psicossocial

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Banco de Imagens: Unsplash

O trabalho remoto nunca esteve tão em alta no Brasil como vem ocorrendo durante a Pandemia da Covid-19. As medidas de isolamento foram decisivas nesta popularização, visto que para continuar com as atividades e respeitar as restrições sociais, nada melhor do que trabalhar em casa.

Através do trabalho remoto, várias empresas encontram uma grande oportunidade de otimizar os recursos e até o tempo dos funcionários.

Isso porque, sem precisar locar espaços físicos, acabam economizando no aluguel, energia, água, inclusive em vale-transporte. Já em relação ao tempo dos funcionários, estes não precisam mais se locomoverem até o trabalho ou pausar as atividades devido à hora planejada de almoço.

Dessa forma, as atividades seguem seu percurso, de forma prática e extremamente funcional.

Apesar de todas essas vantagens, o trabalho remoto também pode surtir em prejuízos, principalmente no que diz respeito à saúde mental do trabalhador. Sem um controle de horário ou espaço adequado, muitas pessoas em home office acabam exagerando na frequência do ofício, resultando em riscos psicossociais.

O lado negativo do trabalho remoto

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Banco de Imagens: Unsplash

Há diversos fatores que podem transformar o home office em um grande pesadelo, falta de espaço adequado, integração com a rotina doméstica, falta de foco, entre outros.

Além disso, muitos trabalhadores acabam impondo altas jornadas de serviço, a fim de aumentar a produtividade ou adiantar determinada tarefa.

Sem limites de horários para interromper a rotina profissional, muitos estendem a jornada pela noite e até madrugada. Há também aqueles que completam o turno até nos finais de semana, adiando assim, compromissos com a família, amigos e as necessárias horas de descanso.

Este descontrole no limite de trabalho é considerada uma reação compulsiva, denominada como workaholic.

O workaholic acarreta uma disfunção psicossocial, aumentando a preocupação, supercomprometimento e neurotismo com as atividades profissionais.

Como consequência desse “vício” ao trabalho surgem desde transtornos psicológicos, como também, de nível fisiológico e psicossomático. Os mais comuns são:

  • síndrome de burnout: Configura-se por uma exaustão extrema relacionada às atividades profissionais. Os sintomas vão desde transtornos psicológicos a físicos, como estresse, isolamento social, desmotivação e até crises de enxaqueca.
  • Distúrbios do sono: Insônia e sonos fracionados são as reclamações recorrentes de trabalhadores que exageram no período de ofício.
  • Pressão arterial sistólica elevada: A pressão sistólica marca a contração do músculo cardíaco, quando ele bombeia sangue para o corpo. Sua elevação aumenta a necessidade do metabolismo cardíaco, predispondo a hipertrofia ventricular esquerda) e até a insuficiência cardíaca.
  • Ansiedade: A ansiedade gerada pelo excesso de trabalho geralmente é apresentada em episódios de nervosismo, medo, apreensão e preocupação em excesso.
  • Depressão: Já a depressão neste caso pode levar até às limitações na atividade profissional. É marcada por tristeza profunda, perda de interesse, ausência de ânimo e oscilações de humor.

Equilíbrio é tudo!

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Banco de Imagens: Unsplash

Para seguir com o trabalho remoto sem prejuízos à saúde, o equilíbrio é tudo!

Estabelecer um controle de horário com início e fim, inclusive, dedicar pelo menos um dia da semana ao descanso é fundamental para evitar as consequências negativas do Home Office e não se tornar um workaholic.

Durante a semana de trabalho, também é preciso integrar atividades prazerosas à rotina, como a prática de atividades físicas, uma leitura relaxante ou sessão de meditação.

 

Leia mais: Falta de tempo pode resultar em crises de ansiedade e até na síndrome de Burnout

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