A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a liberação do medicamento Nurtec ODT para o tratamento de enxaqueca crônica e episódica em adultos que apresentam pelo menos quatro crises mensais.
De acordo com o órgão, a aprovação amplia as opções terapêuticas para mais de 30 milhões de brasileiros que convivem com a doença. O novo remédio, desenvolvido pela farmacêutica Pfizer, combina ação aguda e preventiva em um único comprimido oral, conforme diretrizes da Sociedade Brasileira de Cefaleia.
Pessoas adultas que sofrem crises frequentes e buscam alternativas específicas encontram, neste lançamento, uma estratégia farmacológica inédita no país. Para saber mais sobre o medicamento, continue a leitura.
O que muda com a aprovação do Nurtec ODT pela Anvisa?
Com a aprovação do Nurtec ODT (hemissulfato de rimegepanto sesqui-hidratado), adultos diagnosticados com enxaqueca têm acesso a um tratamento inovador para reduzir episódios agudos e prevenir novas crises. A decisão da Anvisa, divulgada em maio de 2026, representa um avanço ao disponibilizar em território nacional um comprimido orodispersível que atua diretamente nos mecanismos inflamatórios do cérebro.
O diferencial do Nurtec ODT está em seu formato oral, de dissolução rápida na boca, o que facilita o uso tanto em crises quanto na prevenção contínua, a depender de recomendação médica. Essa nova alternativa não provoca vasoconstrição, efeito limitante de medicamentos tradicionais, tornando-se mais segura para pacientes com histórico ou fatores de risco cardiovascular, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia.
Vale ressaltar que o novo medicamento é indicado para adultos, após avaliação médica detalhada, com doses e frequência adaptadas às necessidades clínicas individuais. O registro concedido pela Anvisa é válido até maio de 2036 e contempla opções em cartelas de 2, 8 ou 16 comprimidos de 75 mg.
Como o novo medicamento age contra a enxaqueca?

O Nurtec ODT age bloqueando a ação da proteína CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina), envolvida nos processos de dor e inflamação durante as crises de enxaqueca. Isso previne que o surto doloroso se instale completamente, além de reduzir sintomas como náusea, sensibilidade à luz e ao som.
A molécula rimegepanto pertence à classe dos “gepants”, inibidores altamente seletivos do CGRP desenvolvidos exclusivamente para esse distúrbio neurológico. Diferentemente de outros tratamentos já disponíveis no Brasil, o comprimido oferece conveniência e pode ser utilizado tanto para interromper crises quanto para evitar seu aparecimento frequente. Essa abordagem permite flexibilidade ao paciente, sempre com acompanhamento profissional.
O que dizem os estudos sobre a eficácia do tratamento?
Pessoas que utilizaram o rimegepanto em estudos clínicos registraram taxas mais elevadas de alívio completo da dor e de melhora nos sintomas mais incômodos da enxaqueca, em comparação ao placebo. Cerca de 21% ficaram totalmente sem dor duas horas após a administração do medicamento, contra 11% no grupo controle, segundo publicação na revista científica The Lancet.
Além disso, sintomas associados, como náusea, fonofobia (hipersensibilidade ao som) e fotofobia (luz) apresentaram redução mais significativa com o Nurtec ODT. Os eventos adversos foram considerados leves e pouco frequentes, sendo mais comuns náusea passageira e infecção urinária. Não foram observados efeitos graves diretamente relacionados ao uso.
A Sociedade Brasileira de Cefaleia e a International Headache Society destacam que o desenvolvimento de antagonistas do CGRP marca uma mudança importante nos protocolos de atendimento, tornando-os mais específicos e potencialmente menos restritivos que os analgésicos de uso geral.
Quem pode ter acesso ao novo tratamento e como buscar orientação?
O acesso ao Nurtec ODT é direcionado a adultos diagnosticados com enxaqueca crônica ou episódica, especialmente aqueles que apresentam limitações com terapias convencionais ou possuem contraindicações para medicamentos que provocam vasoconstrição. O acompanhamento médico especializado é fundamental para definir a melhor estratégia individual, considerando histórico clínico e possíveis fatores de riscos.
Ainda não há definição de preço nem previsão oficial de comercialização nos principais pontos de distribuição do país. Pacientes já vinham importando a fórmula por meio de processos próprios antes da aprovação nacional, mas é fundamental aguardar informações oficiais sobre a logística de acesso para o público brasileiro.
Para dúvidas, orientações ou avaliação sobre indicação, recomenda-se procurar o neurologista ou serviços especializados do SUS e da rede privada.
Aproveite para assistir ao vídeo abaixo e conheça outras medidas que já foram tomadas pela Anvisa:
Para mais conteúdos sobre a saúde e o bem-estar, continue acessando o portal Notícias Concursos.

















