Nos últimos dias, empresários brasileiros estão fazendo pressão para que o Governo Federal aplique uma taxação mais rigorosa na venda de produtos de empresas asiáticas no Brasil. Estes empresários acreditam que tais companhias estrangeiras estariam burlando o sistema de vendas para poder pagar menos impostos e consequentemente vender mercadorias mais baratas.
O Governo Federal parece já ter sucumbido aos pedidos. Em entrevistas e declarações recentes, tanto o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já indicaram que poderão acatar o pedido dos empresários brasileiros e taxar empresas como Shopee, Shein e AliExpress, por exemplo.
Na avaliação do Ministro da Fazenda, apenas estas taxações poderiam gerar uma arrecadação de até R$ 8 bilhões ao ano. Uma Medida Provisória (MP) sobre o tema está sendo preparada para ser lançada a qualquer momento no decorrer do primeiro semestre deste ano. Uma simples assinatura de Lula já transformaria a taxação em lei.
A resposta da Shopee chocou a todos
Algumas destas empresas que poderiam ser taxadas já estão se pronunciando sobre o caso, antes mesmo da assinatura da MP. A Shopee, por exemplo, mandou um recado e disse considera que já cumpre todas as regras de taxação de vendas. A empresa disse em nota que atua no mercado brasileiro da mesma maneira que qualquer empresa nacional.
“Diferente de outras plataformas que dependem da importação de produtos, o foco da Shopee é conectar vendedores e consumidores locais e ajudar as empresas brasileiras a prosperar online. Operamos como uma empresa nacional”, diz a nota.
“Nossa equipe de mais de 1.500 colaboradores atende a mais de 3 milhões de vendedores locais registrados. Nosso modelo de negócios é completamente diferente de uma plataforma focada em venda internacional. Mais de 85% dos pedidos são de vendedores brasileiros (registrados com CNPJ) que realizam transações com compradores locais”, completa a nota.



