Na quarta-feira (12/08), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para um novo golpe que afeta candidatos em recolocação profissional: criminosos cobram até R$ 5 mil por materiais falsificados usando o nome da agência.
A fraude é realizada por meio de mensagens e ligações a trabalhadores em busca de oportunidades, principalmente no setor de transporte de cargas sensíveis, como medicamentos.
Em seu comunicado, a Anvisa declarou que nunca vende qualquer tipo de material educativo, curso, nota técnica ou manual. Todo o acervo produzido pela agência está disponível de forma totalmente gratuita para qualquer interessado.
O que motiva o golpe e quem são as principais vítimas?

Imagem: Magnific
Profissionais em busca de recolocação, principalmente motoristas e colaboradores do setor logístico, têm sido alvos preferenciais. Os golpistas despertam o interesse dessas pessoas alegando que as guias e manuais adquiridos são certificados exclusivos da Anvisa, supostamente exigidos ou valorizados nas seleções.
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QUERO ENTRAR AGORA →A adulteração de documentos oficiais com promessa de qualificação direta levanta falsas expectativas e gera prejuízo financeiro para quem já enfrenta desafios no mercado de trabalho.
Como ocorre a adulteração dos materiais da Anvisa?
O golpe envolve a alteração de documentos autênticos, como o Manual de Importação para Veículos que atuam no transporte internacional. Os criminosos inserem a palavra “Certificado” próxima à marca da agência e oferecem esse material manipulado em grupos de mensagens e contatos diretos, cobrando valores elevados.
Uma das versões adulteradas foi encaminhada a motoristas de cargas que buscavam regularização para atuar em empresas de transporte de medicamentos e produtos sujeitos à vigilância sanitária.
Gratuidade e transparência
Todo conteúdo elaborado pela Anvisa, incluindo notas técnicas, guias e manuais, está disponível gratuitamente no site oficial. Qualquer interessado pode acessar essas informações sem custos ou necessidade de intermediação por terceiros.
Cursos, apresentações e materiais oferecidos diretamente pela agência são sempre gratuitos. Certificados, quando emitidos, são enviados sem cobrança alguma ao e-mail da pessoa regularmente inscrita.
“A Anvisa também NÃO credencia empresas ou agentes terceirizados para intermediar cursos de capacitação em temas de vigilância sanitária em nome da Agência”, disse a Anvisa.
Como denunciar cobranças e cursos falsos em nome da Anvisa?
Casos de cobrança por materiais, certificados ou cursos supostamente oferecidos em nome da Anvisa devem ser denunciados às autoridades policiais. A vítima pode procurar a Polícia Civil mais próxima do local onde a fraude ocorreu ou, nos casos de golpes praticados pela internet e sem vínculo com uma localidade específica, registrar a ocorrência em uma delegacia especializada em crimes virtuais.
Além de estelionato, caracterizado pelo uso de fraude para obter vantagem e causar prejuízo à vítima, esse tipo de golpe pode envolver outras irregularidades, como uso indevido de marcas, falsidade ideológica e utilização ilegal de dados pessoais.
A situação também pode ser comunicada diretamente à Anvisa pelos canais oficiais disponibilizados pela agência.
Como evitar golpes?
A Anvisa também orienta que, ao buscar treinamentos, cursos de formação ou reciclagens profissionais, o interessado verifique as credenciais da empresa responsável e dos profissionais que ministram a capacitação.
A Agência recomenda ainda confirmar se o curso é realmente uma formação livre ou se exige autorização, reconhecimento ou regulamentação de órgãos específicos, como o Ministério da Educação (MEC) ou o Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
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