Nesta segunda-feira (01), os novos presidentes tanto da Câmara quanto do Senado foram eleitos. Sendo, na sequência, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Ambos são os candidatos apoiados por Jair Bolsonaro. Agora eles devem compor a Mesa Diretora e dar encaminhamento as votações, com isso pautando os próximos projetos, entre eles pode estar a volta do auxílio emergencial.
Volta do auxílio emergencial:
O que disse o presidente da Câmara?
Lira, antes da eleição de presidente, colocou o auxílio emergencial como uma opção, já na segunda-feira (01), deu declarações diferentes. Mesmo afirmando que trabalhará pela criação de um novo programa social, negou a volta do auxílio emergencial. “O Brasil não aguenta o pagamento de milhões de pessoas com aquele valor”, declarou a CNN.
Porém, em uma visita a Florianópolis, na terça-feira (19), ele afirmou ser necessária a votação do orçamento e colocou como hipótese da volta do auxílio emergencial.
“Nós votaremos o orçamento [de 2021] rapidamente em fevereiro, se possível, no entendimento entre Câmara e Senado e nós tivermos um orçamento… Enquanto nós não fizermos o ajuste orçamentário com a PEC [Proposta de Emenda Constitucional] emergencial, penso eu que o governo pode ter lastro para, dependendo do valor, fazer um mês ou dois de auxílio emergencial para diminuir a condição daquelas pessoas que estão abaixo da linha da pobreza na base da pirâmide”, revelou à época.
O que disse o presidente do Senado?
Já Pacheco, em entrevista à CNN, na segunda-feira (01), afirmou estar em uma busca por um arranjo equilibrado entre o teto dos gastos públicos e um programa de assistência social, como foi o auxílio emergencial – que chegou ao fim em dezembro.
“O que eu busco é uma conciliação matemática, com fundamentos econômicos e fundamentos sociais, juntamente com a equipe de governo do Ministério da Economia, para que possamos encontrar um caminho de assistir essas pessoas realmente necessitadas”, declarou ele.



