A reforma tributária tem sido um tema de debate e discussão acalorados nos círculos políticos do Brasil. Recentemente, uma brecha no texto da reforma aprovado na Câmara dos Deputados trouxe à tona preocupações sobre a possibilidade de os estados criarem novos impostos.
Controversa brecha da REFORMA TRIBUTÁRIA gera insegurança; entenda o posicionamento de Rodrigo Pacheco
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, membro do PSD-MG, fez questão de expressar suas inquietações em relação ao Artigo 19 do projeto e sua influência na criação de um ambiente de incerteza e insegurança. Enquanto o projeto segue para o Senado para uma nova rodada de avaliações, Pacheco destacou a necessidade de rediscutir esse artigo controverso.
A polêmica do Artigo 19 e a insegurança criada
Em um discurso proferido na segunda-feira, dia 21, Rodrigo Pacheco criticou veementemente a disposição do Artigo 19 do projeto de reforma tributária aprovado na Câmara dos Deputados. Em suma, ele expressou preocupações sobre como essa disposição pode resultar em um clima de incerteza e insegurança dentro do sistema tributário.
O presidente do Senado enfatizou que a reforma tributária busca a unificação das regras e alíquotas tributárias em todo o país. No entanto, permitir que os estados criem impostos adicionais com base em seus próprios critérios ameaça minar esse objetivo de coesão tributária nacional.
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QUERO ENTRAR AGORA →Durante uma reunião com representantes industriais na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Pacheco destacou a importância de buscar uma abordagem que garanta a estabilidade e a compreensão clara do sistema tributário.
Desse modo, ele reconheceu que, na pressa para aprovar a reforma tributária na Câmara, o Artigo 19 foi inserido com a intenção de acomodar diversos interesses. No entanto, ele ressaltou que esse tema será submetido a uma nova rodada de discussões e avaliações no Senado, onde os senadores e governadores terão a oportunidade de expressar suas preocupações e posições sobre a questão.
A busca por consenso e clareza
Para Pacheco, encontrar um consenso sobre o texto do projeto é crucial para a aprovação de uma reforma tributária significativa e eficaz. Ele explicou que, se não houver um acordo claro em relação ao Artigo 19, o Senado buscará uma solução democrática através do voto.
Essa abordagem, segundo ele, permitirá que a maioria dos senadores defina o entendimento final sobre essa questão controversa. A previsão inicial é de que a reforma tributária seja votada no Senado no dia 4 de outubro, uma data simbólica por coincidir com o aniversário de 35 anos da Constituição Federal.
No entanto, Pacheco também reconhece a possibilidade de adiar essa data para garantir uma discussão mais aprofundada e a formulação de um texto seguro e compreensível para a sociedade brasileira.

Limitação da alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA)
Outro ponto de discussão crucial na reforma tributária é a instituição de um teto de 25% para a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que será introduzido pelo projeto. Assim, Pacheco observou que o relator da reforma no Senado, o senador Eduardo Braga, recomendou essa limitação.
No entanto, ele enfatizou que esse assunto será objeto de diálogo e discussão entre os senadores. A decisão final dependerá de um consenso alcançado entre os representantes.
Incentivos fiscais para regiões desfavorecidas
Uma consideração adicional na reforma tributária diz respeito à manutenção dos incentivos fiscais para regiões menos desenvolvidas, como o Norte e o Nordeste do Brasil. Além disso, Pacheco destacou a importância de tratar desigualmente os desiguais. Levando em consideração a história de sacrifícios enfrentados por essas regiões em comparação com a concentração de riqueza nas regiões Sul e Sudeste.
Pacheco afirmou que os incentivos fiscais já estabelecidos devem ser respeitados, embora não precisem ser eternos. Ele planeja envolver os governadores das regiões Norte e Nordeste em um diálogo construtivo para entender as necessidades dessas regiões e tomar decisões informadas.
O presidente do Senado ressaltou a composição majoritária de parlamentares do Norte e do Nordeste no Senado Federal. Visto que isso torna esses assuntos particularmente importantes e caros à instituição.













