O ministro Alexandre Padilha confirmou, em 17 de setembro de 2026, que as canetas emagrecedoras, medicamentos utilizados no tratamento da obesidade, poderão ser oferecidas gratuitamente pelo SUS a partir da definição de um protocolo clínico.
Durante um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Montes Claros (MG), Padilha destacou que o país já possui 14 medicamentos desse tipo registrados. A iniciativa busca ampliar o acesso ao tratamento para pessoas que aguardam cirurgia bariátrica, apresentam comorbidades e fazem parte de grupos específicos definidos pelos critérios médicos.
A possível incorporação das canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde seguirá critérios científicos e deverá ser acompanhada para garantir a segurança e a efetividade do tratamento, segundo o ministro. Continue lendo e veja mais detalhes!
Quem terá acesso às canetas emagrecedoras no SUS?
O medicamento não será instituído com foco estético. O governo avalia a inclusão das canetas emagrecedoras inicialmente para pacientes do SUS que estão na fila para cirurgia bariátrica, apresentam complicações associadas à obesidade ou possuem comorbidades graves.
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QUERO ENTRAR AGORA →Além disso, mulheres que tiveram câncer de mama e pessoas com problemas cardíacos poderão ser consideradas caso o medicamento demonstre redução do risco de agravamento ou recorrência dessas condições, sempre mediante avaliação médica e conforme protocolo clínico definido.
“Estamos avaliando pessoas que estavam na fila de cirurgia bariátrica para saber se o uso dessa medicação consegue controlar a obesidade sem a necessidade de cirurgia; se melhora a situação de pessoas que têm obesidade e problemas cardíacos; e de mulheres que tiveram câncer de mama, avaliando se a utilização dessa medicação pode reduzir o risco de o câncer voltar. São pessoas que precisam do medicamento, com orientação médica. Vamos deixar pronto o protocolo para podermos disponibilizá-lo no SUS, em todo o Brasil, de forma responsável”, disse o ministro.
Impacto econômico e produção nacional das canetas emagrecedoras
O impacto financeiro da incorporação das canetas emagrecedoras ao SUS está sendo analisado pelo Ministério da Saúde, especialmente após a redução dos preços registrados no mercado, que passaram de até R$ 2.000 para uma faixa entre R$ 300 e R$ 400.
Após um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) orientar que os países avaliem o acesso a esse tipo de medicamento, considerando possíveis benefícios no tratamento de outras condições de saúde, o Ministério da Saúde e a Anvisa lançaram um edital para incentivar a produção nacional. A iniciativa recebeu resposta positiva de empresas interessadas.
“O Brasil é hoje o país com a maior diversidade de medicamentos registrados para o combate à obesidade, as chamadas canetas emagrecedoras. Já temos 14 produtos registrados. E isso derrubou o preço para a população. O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso. Isso já ajuda muita gente. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável”, declarou Padilha.

Primeiros resultados: efeitos reais e mudança de hábitos
Segundo o ministro, no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), o primeiro paciente do estudo Real-Bari recebeu a caneta emagrecedora enquanto aguardava a cirurgia bariátrica. O paciente perdeu seis quilos em pouco tempo, além de apresentar redução da circunferência abdominal e mudanças nos hábitos de vida, como a adoção de atividades físicas e rotinas mais saudáveis.
Estudo
No estudo Real-Bari, foi implementado um protocolo de pesquisa para avaliar o uso da semaglutida em pacientes com obesidade atendidos pelo SUS no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS). A iniciativa foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do hospital, com o objetivo de garantir maior segurança aos participantes e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo por médicos especialistas.
Ao todo, serão acompanhados 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras morbidades, permitindo a avaliação dos efeitos do tratamento e do monitoramento clínico durante o uso do medicamento.
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