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Banco Central: dados atuais sobre o Indicador de Custo do Crédito (ICC) 

Confira dados oficiais do Banco Central sobre o crédito livre não rotativo e outros indicadores relevantes para a economia. Saiba mais!

O Banco Central do Brasil (BCB) divulgou na data desta publicação, 27 de julho de 2022, informações atualizadas sobre o crédito não rotativo e sobre o Indicador de Custo do Crédito (ICC). Confira indicadores que impactam a economia de forma geral. 

Banco Central: dados atuais sobre o Indicador de Custo do Crédito (ICC) 

O crédito rotativo é uma modalidade de crédito oferecida ao consumidor quando não ocorre o pagamento total da fatura do cartão até o vencimento. O rotativo ocorre quando o consumidor paga qualquer quantia menor que o valor integral.

De forma sucinta, essa diferença (entre o valor pago e total) se torna uma espécie de empréstimo, assim sendo, os juros são gerados para o próximo pagamento. Assim sendo, o crédito não rotativo se refere a valores fixos, que devem ser pagos de forma integral, considerando as mensalidades acordadas na forma de empréstimo.

O que é o Indicador de Custo do Crédito (ICC)?

De acordo com definição do Banco Central do Brasil (BCB), o Indicador de Custo do Crédito (ICC) estima o custo médio, em um mês, que onera as famílias e as empresas que tenham tomado crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN). O cálculo do ICC considera alguns fatores, como a carteira de cada modalidade de crédito, conforme as datas de contratação e suas respectivas taxas de juros.

Dados atualizados sobre o ICC

No crédito livre não rotativo, o Indicador de Custo do Crédito (ICC) situou-se em 26,0% a.a., com variações de 0,3 p.p. em abril e de 3,4 p.p. em 12 meses. O spread geral do Indicador de Custo do Crédito (ICC) aumentou 0,2 p.p. no mês, para 13,2 p.p., acumulando elevação interanual de 1,0 p.p.

Informações sobre a taxa média de juros

Conforme destaca o Banco Central do Brasil (BCB), a taxa média de juros das concessões de crédito alcançou 27,7% a.a. em abril, com alta mensal de 1,0 p.p. e de 7,3 p.p. em doze meses. No mesmo sentido, o spread bancário das concessões situou-se em 17,6 p.p., com elevações de 0,6 p.p. e de 2,5 p.p. na mesma ordem.

Crédito livre: operações para empresas e para pessoas físicas

No crédito livre, a taxa média de juros alcançou 38,1% a.a. no mês, com aumentos de 0,7 p.p. no mês e de 8,9 p.p. em doze meses. Nas operações de crédito livre com as empresas, a taxa média de juros situou-se em 22,4% a.a., representando elevações de 0,8 p.p. no mês e de 7,7 p.p. em doze meses, enquanto nas operações livres realizadas com as famílias, as taxas de juros atingiram 50,3% a.a., aumentos de 0,8 p.p. no mês e de 9,0 p.p. em doze meses, destaca o Banco Central do Brasil (BCB).

Elevação na inadimplência

A inadimplência da carteira de crédito do sistema financeiro, que considera os atrasos superiores a 90 dias, registrou alta de 0,1 p.p. no mês ao atingir 2,7%, ressalta o Banco Central do Brasil (BCB).

Esse movimento resultou na elevação de 0,1 p.p. dos atrasos acima de 90 dias no crédito livre, para 3,5%, e da redução de 0,1 p.p. na inadimplência do crédito direcionado, para 1,3%, ressalta o Banco Central do Brasil (BCB).

Reservas bancárias e fluxos mensais

No mês, o papel-moeda emitido se manteve estável e as reservas bancárias elevaram-se em 16,7%, ressalta a divulgação oficial. Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, impactaram de forma expansionista as operações do Tesouro Nacional (R$2,3 bilhões).

Agregados monetários

Conforme informações oficiais do Banco Central do Brasil (BCB), a base monetária alcançou R$396,5 bilhões no mês de abril, crescimento de 2,8% no mês e redução de 5,6% em doze meses. Acompanhe informações oficiais sobre a economia de forma ampla, visto que diversos fatores impactam a inflação e o fluxo de oferta e demanda.

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