Nesta terça-feira, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Brasil criou 1,48 milhão de empregos formais em 2023. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que informa a quantidade de contratações e demissões realizadas no país em cada mês.
Na comparação com o ano anterior, o saldo de empregos formais gerados no país encolheu 26,3%. Isso porque, em 2022, o país criou 2,013 milhões postos de trabalho, número bem maior que o observado no ano passado.
De todo modo, todas as 27 unidades federativas (UFs) fecharam o anos com mais postos formais de trabalho abertos do que fechados, impulsionando o resultado nacional.
Número de postos de trabalho criados em 2023
De acordo com os dados do Caged, todas as UFs conseguiram registrar um saldo positivo no acumulado entre janeiro e dezembro de 2023. No período, os estados com os maiores números de vagas criadas no país foram:
São Paulo: 390.719 vagas;
Rio de Janeiro: 160.570 vagas;
Minas Gerais: 140.836 vagas;
Paraná: 87.599 vagas;
Bahia: 71.922 vagas;
Santa Catarina: 62.665 vagas;
Ceará: 53.954 vagas;
Pernambuco: 51.541 vagas;
Goiás: 50.276 vagas;
Rio Grande do Sul: 47.395 vagas.
Em síntese, São Paulo seguiu na liderança nacional, respondendo por 26,3%. Isso quer dizer que uma em cada quatro vagas criadas no Brasil em 2023 foi gerada no estado paulista. Aliás, São Paulo liderou o ranking com folga, apresentando números 2,4 vezes maiores que os do segundo lugar.
Outro destaque desse ranking é que o top três foi dominado por estados da região Sudeste. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os únicos locais a criarem mais de 100 mil postos de trabalho em 2023.
No top dez, também apareceram os estados da região Sul, três estados do Nordeste e um do Centro-Oeste. Na região Norte, o Pará teve o melhor resultado ao criar 44.851 vagas no ano, 11º melhor resultado do país.
Já em relação às regiões brasileiras, os números de vagas de emprego criadas foram os seguintes:
Sudeste: 726.327 postos;
Nordeste: 298.188 postos;
Sul: 197.659 postos;
Centro-Oeste: 155.956 postos;
Norte: 106.375 postos.
Sudeste responde por quase 49% do total de vagas criadas no país em 2023. Imagem: Canva.
Brasil fecha 430 mil vagas em dezembro
O Caged também revelou os dados de dezembro, que são os mais recentes do levantamento. Embora o saldo anual tenha ficado positivo, o resultado de dezembro ficou marcado pelo fechamento de centenas de milhares de vagas formais de trabalho no país.
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Em suma, apenas Alagoas registrou a criação de vagas no mês. O estado teve 11.015 admissões e 10.914 demissões, ou seja, ficou com um saldo positivo de 101 postos de trabalho em dezembro.
Por outro lado, todas as demais UFs tiveram saldos negativos. A saber, São Paulo, que sempre lidera o ranking nacional de criação de vagas, ficou na liderança nacional de fechamento de vagas.
Confira abaixo os estados que registraram a maior quantidade de vagas de trabalhofechadas em dezembro:
São Paulo: -163.937 vagas;
Minas Gerais: -46.510 vagas;
Santa Catarina: -38.478 vagas;
Paraná: -34.894 vagas;
Rio Grande do Sul: -28.832 vagas;
Bahia: -17.299 vagas;
Goiás: -16.228 vagas;
Mato Grosso: -12.251 vagas;
Pará: -10.760 vagas;
Pernambuco : -8.635 vagas.
Como o fechamento de vagas ficou bastante disseminado em dezembro, atingindo quase todos os estados do país, o resultado nacional também ficou muito negativo.
O levantamento do Ministério também revelou que todos os grandes setores econômicos fecharam vagas de trabalho em dezembro. Veja abaixo o saldo de cada um deles:
Serviços: -181.913 postos;
Indústria: -111.006 postos;
Construção: -75.631 postos;
Agropecuária: -53.660 postos;
Comércio: -7.949 postos.
Trabalhador ganhou menos em novembro
Os dados do Caged ainda mostraram que o salário médio de admissão em 2023 foi R$ 2.037,94. Entre as regiões brasileiras, o maior valor foi observado no Sudeste (R$ 2.186,63), enquanto o menor valor médio foi registrado no Nordeste (R$ 1.760,31).
Entre as UFs, os maiores salários médios de admissão em 2023 foram observados em:
São Paulo: R$ 2.329,68;
Rio de Janeiro: R$ 2.131,14;
Distrito Federal: R$ 2.110,83;
Santa Catarina: R$ 2.025,15;
Paraná: R$ 1.985,09;
Mato Grosso: R$ 1.965,46;
Rio Grande do Sul: R$ 1.920,84;
Minas Gerais: R$ 1.887,16;
Pará: R$ 1.880,17;
Mato Grosso do Sul: R$ 1.855,90.
Vale ressaltar que os dados do Caged consideram apenas os trabalhadores com carteira assinada. Em outras palavras, o levantamento não inclui os trabalhadores informais do país, que representam uma grande parcela da força de trabalho do país.
Por fim, o Caged faz apenas um recorte do mercado de trabalho brasileiro. Por isso, estes dados apresentados pelo Ministério do Trabalho e Previdência não são comparáveis às informações levantadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (PNAD) Contínua, que mostra a taxa real de desemprego do país.