O Banco do Brasil tomou uma decisão polêmica nessa semana, e acabou pegando muitos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de surpresa. A decisão tem a ver com a liberação do consignado.
De acordo com as informações oficiais, a instituição financeira decidiu suspender a oferta do crédito para os segurados através dos seus correspondentes bancários. Outros bancos, com o Itaú, Santander, Banco Pan, Mercantil e Banrisul já tinham tomado a mesma medida.
O consignado é um espécie de empréstimo em que o cidadão solicita quantia, recebe o dinheiro e logo depois precisa pagar o valor através de descontos mensais no seu benefício.
Atualmente, milhões de segurados do INSS recebem as aposentadorias com os abatimentos justamente para poder arcar com os custos do consignado solicitado.
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QUERO ENTRAR AGORA →Entendendo a decisão do Banco do Brasil
Por meio de nota, o Banco do Brasil afirmou que a suspensão temporária das contratações da modalidade está em conformidade com a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), que exige a liberação do consignado apenas quando houver viabilidade econômica das operações.
De todo modo, o Banco do Brasil diz ainda que o crédito consignado do INSS segue sendo liberado através de aplicativo, terminais de autoatendimento, internet ou mesmo diretamente nas agências bancárias.
Assim como as outras instituições financeiras, o Banco do Brasil também alega que a suspensão da contratação do consignado pelos correspondentes bancários acontece por causa da incompatibilidade com os custos de captação, considerando o atual teto de juros do consignado.
Entendendo a polêmica com o consignado do INSS
Toda a polêmica envolvendo o consignado começou com uma decisão tomada pelo Ministério da Previdência. O Ministro Carlos Lupi decidiu que vai reduzir a taxa máxima de juros do consignado sempre que houver uma redução na taxa Selic.
A Selic é uma taxa definida pelo Banco Central que funciona como uma espécie de referência para a economia brasileira. Sempre que a Selic é reduzida, por exemplo, todo o sistema de juros do país sente o impacto.
Até o final do primeiro semestre, a Selic entrou um ciclo de quedas, com sucessivas reduções. Durante esse meio tempo, o CNPS decidiu reduzir a taxa máxima de juros do consignado basicamente no mesmo patamar.
Entretanto, no segundo semestre de 2024 o BC começou a aplicar uma série de aumentos na taxa básica de juros Selic. Ao menos até aqui, o CNPS não deu qualquer sinal de que vai elevar a taxa máxima de juros do consignado em um mesmo patamar.

O impacto para os segurados do INSS
Mas como todo esse emaranhado de números e taxas pode impactar a vida dos segurados do INSS que desejam solicitar um consignado? Abaixo, indicamos o que os principais economistas falam sobre o assunto:
- Pontos positivos
Quando o governo opta por não elevar a taxa máxima de juros do consignado do INSS os ganhos para os trabalhadores são notáveis. Isso porque naturalmente esses cidadãos poderão solicitar créditos a juros mais baixos.
Na prática, isso significa que o segurado do INSS vai precisar devolver menos dinheiro aos bancos, considerando que os juros são menores.
- Negativos
Por outro lado, ao optar por não elevar a taxa máxima de juros do consignado, é possível que algumas instituições financeiras deixem de oferecer essa modalidade, como o Banco Pan está optando por fazer nesse momento.
Com menos instituições financeiras aderindo ao consignado, as pessoas terão menos oportunidades de pegar empréstimo com bancos e poderão voltar a solicitar empréstimos com pessoas não autorizadas, o que pode ser um problema no final das contas.













