Trabalhadores informais podem substituir dívidas mais caras por novos créditos com juros de até 1,99% ao mês, conforme as regras do Desenrola Adimplentes, que começou a funcionar na última segunda-feira, 10 de agosto de 2026. Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é que até 500 mil pessoas sejam beneficiadas pelo programa.
A modalidade é destinada a profissionais sem vínculo com carteira assinada, que não sejam servidores públicos, aposentados ou pensionistas do INSS. A iniciativa permite substituir o saldo devedor por uma nova operação de crédito com condições diferenciadas, incluindo juros menores e possibilidade de ajuste no prazo de pagamento, conforme as regras estabelecidas.
Baseada na Medida Provisória nº 1.382, a iniciativa também prevê benefícios para estudantes com contratos do Fies e empresas adimplentes. Continue lendo e veja os detalhes.
Desenrola Adimplentes para trabalhadores informais: regras
Para participar do Desenrola Adimplentes, o trabalhador informal precisa ter uma operação de crédito pessoal não consignado com saldo devedor ativo e comprovar o pagamento de pelo menos quatro parcelas do contrato original.
📲 Receba as principais notícias e oportunidades no seu WhatsApp!
QUERO ENTRAR AGORA →A dívida precisa estar em dia ou com atraso de até 90 dias. Além disso, o saldo devedor deve ser de até R$ 15 mil por instituição financeira.
A modalidade é destinada a profissionais que atuam sem vínculo com carteira assinada (CLT) e que não sejam servidores públicos, aposentados ou pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Como funciona a renegociação
O programa permite substituir uma dívida com custo mais elevado por um novo crédito com juros de até 1,99% ao mês. A nova operação deve seguir as regras estabelecidas pelo programa, incluindo limite para o valor das parcelas.
A nova prestação não pode ultrapassar 90% do valor da parcela original, e o prazo de pagamento pode ser ajustado conforme o período que ainda faltava para quitar a dívida anterior.
Dessa forma, o trabalhador passa a ter um novo contrato de crédito para quitar integralmente o débito anterior, seguindo as condições definidas pelo Desenrola Adimplentes.
Tabela de extensão de prazo do Desenrola Adimplentes
O novo prazo do crédito pode ser ampliado conforme o restante do acordo anterior:
| Tempo restante da dívida original | Prazo extra |
|---|---|
| Até 6 meses | Até 1 mês |
| De 7 a 12 meses | Até 2 meses |
| De 13 a 24 meses | Até 4 meses |
| Mais de 24 meses | Até 6 meses |
Como funciona a contratação e quais bancos participam?

Trabalhadores informais devem procurar a Caixa ou o Banco do Brasil para iniciar a análise e a contratação, pois os pedidos de adesão ao programa são aceitos inicialmente por esses canais. Outras instituições financeiras poderão participar posteriormente.
Informações podem ser acessadas nos portais do BB e da Caixa. No BB, o contato também pode ser feito pelo WhatsApp oficial (61 4004-0001) e, na Caixa, pelo número 0800-104-0104.
Crédito extra
O programa também possibilita a contratação de crédito adicional, permitindo que o trabalhador tenha acesso a um valor extra além da renegociação da dívida. A instituição financeira pode liberar até 50% do saldo devedor original como valor extra ao formalizar a renegociação. No entanto, a soma das novas parcelas precisa respeitar o limite de 90% do valor da prestação da dívida antiga.
As operações realizadas pelo Desenrola Adimplentes contam com a garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo que reduz os riscos para as instituições financeiras participantes.
Condições de bloqueio para apostas online
Ao aderir ao Desenrola Adimplentes, o participante autoriza o bloqueio temporário do próprio CPF em plataformas de apostas online por seis meses. O objetivo é evitar o uso do novo crédito para jogos de azar virtuais, impedindo tanto novos cadastros como acesso a contas já existentes com o CPF.
Mudanças nas regras do programa
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária realizada em 7 de agosto de 2026, que as instituições financeiras serão responsáveis por 30% do risco das dívidas renegociadas, enquanto a União responderá pelos outros 70%. Com a mudança, bancos públicos e privados poderão combinar recursos próprios ao funding federal de até R$ 3 bilhões, ampliando a participação no Desenrola Adimplentes.
Inicialmente, a Medida Provisória nº 1.382, publicada em 1º de agosto, previa que os recursos transferidos pela União ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal poderiam ser combinados com recursos próprios dessas instituições para viabilizar as operações, inclusive em parceria com outros agentes financeiros.
Também foi retirada a regra que previa a cobrança de encargos pelo uso de recursos próprios dos agentes financeiros participantes.
Atraso
O atraso no início do programa ocorreu devido a ajustes na regulamentação do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e às mudanças nas regras de participação das instituições financeiras.
A alteração permitiu que todos os bancos participantes utilizem recursos próprios junto ao funding de até R$ 3 bilhões disponibilizado pela União. Antes, essa possibilidade estava limitada ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, o que gerou questionamentos sobre o modelo de operação.
Com a nova regra, BB e Caixa passam a atuar como repassadores dos recursos federais para outros bancos e também podem realizar operações próprias dentro do Desenrola Adimplentes. Segundo a justificativa da mudança, o objetivo é ampliar a participação das instituições e manter a eficiência no uso dos recursos públicos.
Estudantes adimplentes do Fies
Estudantes com contratos do Fies assinados até 2017 e que estavam em fase de amortização até 4 de maio de 2026, com no máximo 90 dias de atraso nesta data, podem aderir a descontos e linhas especiais. Para pagamento à vista, o programa oferece 12% de desconto sobre o valor total da dívida consolidada, incluindo o principal.
Graduados que estão adimplentes com o Fies há pelo menos 36 meses têm acesso a linhas de crédito para empreender: até R$ 80 mil para pessoas físicas (60 meses) e R$ 180 mil para empresas (96 meses), com juros máximos de 11% ao ano (0,87% ao mês).
No caso de estudantes, o processo de renegociação pode ser feito pelo aplicativo do Banco do Brasil, opção Soluções de Dívidas > Central de Renegociações > Fies, ou presencialmente em agência. O prazo final para adesão às condições especiais do Fies é 31 de dezembro de 2026. Pela Caixa, o canal é o SIFESWEB ou agência e, futuramente, o aplicativo FIES.
Quer se manter atualizado com as principais novidades sobre programas de renegociação, crédito e oportunidades para trabalhadores informais? Veja mais matérias no Notícias Concursos e fique por dentro de todas as atualizações importantes para o seu bolso.
Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir como funciona o Desenrola Adimplentes para trabalhadores informais:














