O Tribunal de Contas da União (TCU) mantém, em 2026, os benefícios previdenciários na Lista de Alto Risco da administração pública federal, após a fila do INSS registrar cerca de 430 mil pedidos com mais de 45 dias de espera, número superior aos menos de 300 mil contabilizados em julho de 2024.
Entre janeiro e maio de 2026, a quantidade de requerimentos indeferidos aumentou 70% em relação ao mesmo período de 2025, atingindo o maior nível desde 2021, segundo dados oficiais. Embora o governo tenha reduzido a fila total de espera para 1,3 milhão de pedidos em agosto de 2026, o acúmulo de processos acima do prazo legal persiste e preocupa os órgãos de controle.
As informações reforçam o alerta do TCU sobre possíveis impactos negativos nas contas públicas e na qualidade dos serviços previdenciários. Veja os detalhes!
Como funciona a Lista de Alto Risco do TCU?
A Lista de Alto Risco do TCU foi criada em 2022 e funciona como um instrumento de sinalização de processos, áreas ou atividades que podem comprometer o equilíbrio das contas públicas ou a eficiência dos serviços prestados à população. A inclusão dos benefícios do INSS nessa lista indica preocupação com a gestão operacional e a sustentabilidade do sistema previdenciário.
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QUERO ENTRAR AGORA →A cada ciclo, os auditores revisam dados, prazos e o estoque de processos para identificar se houve avanços ou agravamento dos problemas. A permanência do INSS na lista está relacionada ao elevado volume de pedidos que ultrapassam o prazo legal, a falhas tecnológicas e a limitações de produtividade nos fluxos internos de análise dos requerimentos.
A decisão envolvendo o INSS foi antecipada pelo jornal Valor Econômico.
Panorama da fila do INSS em 2026

Em janeiro de 2026, a fila do INSS chegou a 3,1 milhões de requerimentos, mas caiu para 1,5 milhão em julho e para 1,3 milhão em agosto, conforme dados divulgados pelo governo. No entanto, o número de solicitações que aguardavam análise havia mais de 45 dias passou de menos de 300 mil processos, equivalentes a 30,5% da fila em julho de 2024, para cerca de 430 mil em maio de 2026, o que correspondia a 36,7% dos pedidos previdenciários.
Esse recorte não considera os benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), e se concentra apenas nos benefícios previdenciários, como aposentadorias, pensões e auxílios pagos pelo INSS.
Falhas tecnológicas
Embora reconheçam o esforço do governo para reduzir a fila do INSS, inclusive com a adoção de planos emergenciais, os técnicos afirmam que os avanços ainda não são suficientes para retirar o tema da Lista de Alto Risco. Segundo relatório do TCU, parte do problema está relacionada às fragilidades operacionais e tecnológicas do INSS, que dificultam a análise de documentos e a regularização das demandas dos segurados.
A avaliação detalhada apontou que, apesar das medidas adotadas para acelerar a tramitação dos requerimentos, muitos processos ainda permanecem sem resposta dentro do prazo legal, evidenciando ciclos recorrentes de déficit de produtividade.
“O estoque de requerimentos aguardando análise há mais de 45 dias apresentou uma tendência linear de alta estatisticamente significante, confirmando o acúmulo do passivo fora do prazo legal”, afirmam os técnicos.
O que diz o INSS sobre o avanço das análises?
O INSS declarou que reduziu o total de processos em análise de 2,191 milhões em maio para 1,395 milhão em agosto de 2026. Entre os casos acima de 45 dias, houve recuo de 765 mil para 286 mil no mesmo intervalo, segundo comunicado do instituto.
Além disso, o INSS afirmou que implementa rotineiramente recomendações do TCU, com o aprimoramento dos sistemas tecnológicos, a capacitação de servidores e a adoção de automação para dar mais celeridade às respostas e consolidar os avanços de forma sustentável.
O que fazer se o benefício do INSS atrasar?
Se o requerimento do benefício do INSS ficar pendente por mais de 45 dias, o segurado pode registrar uma reclamação na Ouvidoria do INSS, buscar orientação no Ministério Público Federal ou na Defensoria Pública da União e recorrer à Justiça para solicitar a análise do pedido.
Documentar todas as etapas do processo e acompanhar regularmente o pedido pelo Meu INSS podem ajudar na identificação de eventuais pendências ou exigências complementares.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir quais doenças podem dar direito a benefícios do INSS sem exigência de carência:

















