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Segundo Abras, consumo de famílias tem queda de 1,13% em setembro

No mês de setembro, o consumo das famílias teve queda de 1,13% em comparação com o mesmo mês de 2020. As informações são segundo o levantamento feito pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado hoje (12). No entanto, de janeiro a setembro deste ano, o Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros registrou alta de 3,13%.

Segundo a Abras, os percentuais são reflexo de fatores externos e internos, como a alta da inflação e o desemprego, como informa a Agência Brasil. “Câmbio, geadas e a população, com bolso mais restrito, tiveram influência no resultado de agosto”, afirmou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

No entanto, apesar da queda no mês, a entidade mantém a previsão de crescimento do consumo em 4,5% em 2021. A previsão otimista de crescimento em 2021 vem devido a bons resultados da imunização contra a covid-19. “A vacinação hoje está bastante avançada. A economia praticamente destravada nos seus negócios”, ressaltou.

Ademais, o Abras busca fazer com que as pesquisas satisfaçam as necessidades dos consumidores neste momento. “Estamos acompanhando com atenção a questão dos preços e a variedade de marcas no mercado que cabem em todos os bolsos. É necessário o consumidor pesquisar neste momento”, disse Milan.

Expectativas de consumo para o natal

Para o natal, em dezembro, a expectativa de 51% dos empresários do setor de supermercados é que haja crescimento no consumo de clientes em relação ao ano passado. Já outros 39% acreditam que o movimento vá se manter no mesmo patamar de 2020. No natal, o consumo nos supermercados costuma aumentar por conta das festas.

Já em relação às festas de final de ano, 52% dos empresários estimam que o aumento das vendas chegue a 17%. Há também uma previsão de abertura de vagas de emprego, com 41% dos empresários dizendo que vão fazer contratações temporárias para atender à demanda do Natal e ano novo.

Além disso, para Milan, com as medidas restritivas contra a disseminação do novo coronavírus chegando ao fim, as comemorações deste ano devem ser maiores. “Nós tínhamos muitas restrições em dezembro do ano passado. Este ano vamos estar praticamente liberados. Ou seja, as famílias vão estar comemorando mais”, disse.

Em relação à inflação

Dentre os 35 produtos que tiveram aumento nos supermercados em 2021, o café teve o maior aumento de preços, com inflação acumulada de 33,9% até setembro. Outros produtos como o açúcar e o ovo, acumulam alta de 30,3% e 22,5%, respectivamente. Esse conjunto de 35 produtos custou, em média, R$ 684,99 em setembro.

A menor demanda de consumo desse mês é ocasionada pela desvalorização do real, climáticos sazonais, e alta na inflação. Fator este último que, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgados em outubro, atingiu as famílias de todas as faixas de renda.

“Em 12 meses, a inflação acumula uma alta de 10,25%. Quando você tem um aumento desse indicador, a cadeia produtiva inteira encarece, o que afeta o consumo. Até a gasolina tem impacto indireto na alta dos preços dos alimentos, já que os combustíveis são utilizados no transporte dos produtos”, disse o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Joelson Sampaio.

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