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Maternidade e trabalho: Por que me sinto culpada por trabalhar?

Infelizmente, ainda vemos muitas mulheres mães dizendo me sinto culpada por trabalhar“, como se o trabalho fosse algum tipo de “castigo” para o bebê.

Porém, refletir sobre o assunto é essencial para quebrar esse paradigma sobre a maternidade e o trabalho. Afinal, acima de tudo, ainda estamos falando de uma mulher, singular, com sonhos, desejos, vontades e medos. Não podemos reduzi-la apenas ao papel de mãe.

Por isso, fizemos este conteúdo com o intuito de pensar sobre o assunto. Acompanhe.

Sou mãe e me sinto culpada por trabalhar: Por que isso acontece?

Afinal, se sou mãe e me sinto culpada por trabalhar, por que esse sentimento aparece?

Ainda vivemos em uma sociedade que sobrecarrega as mulheres com muitos rótulos e “obrigações”. Apontam que uma mulher mãe é a única responsável pelos cuidados dos filhos, esquecendo-se que o parceiro ou a parceira também pode ajudar nesse papel.

Além disso, outro ponto muito esquecido pelas pessoas é que ser mãe é, antes de qualquer coisa, assumir um papel na vida. Assim como assumimos o papel de profissional, amiga, esposa, irmã, tia, etc.

Sendo assim, por que seria justo que todas as pessoas pudessem ter mais de um papel na vida, mas uma mulher mãe fosse, apenas, “reduzida” ao papel de ser mãe? Por que essa obrigação ainda recai sobre a vida das mulheres?

Justamente por conta desses olhares sociais que ainda vemos mulheres se sentindo culpadas por não abrir mão da carreira. Porém, isso não deveria acontecer dessa forma!

Por isso, trouxemos essas e mais reflexões nos tópicos abaixo. Continue lendo:

Pressão social sobre as mulheres mães

A pressão social sobre as mulheres é muito evidente. Querem mulheres dentro de padrões de beleza, que garantam uma determinada posição na vida. Muitos ainda associam o papel da mulher ao de ser esposa e mãe – e somente isso.

Quando uma mulher resolve assumir para o mundo que não vai abrir mão de sua carreira, ela pode ser demonizada em algumas circunstâncias. A sociedade pode dizer que ela não é uma boa mãe, pois deveria passar mais tempo com os filhos.

Porém, isso não passa de um julgamento sem fundamento algum. Afinal, por que apenas a mulher deveria abrir mão da carreira para cuidar dos filhos? Por que o homem não pode assumir esse papel de cuidar da casa e da família, enquanto a mulher trabalha?

Infelizmente, temos um longo caminho para percorrer nesse sentido. Porém, uma mulher que diz “me sinto culpada por trabalhar” deve ter a consciência de que, muitas vezes, essa culpa é imposta por outros – e não pelo o que ela realmente acredita.

O medo de ser uma “mãe imperfeita” e as adaptações psicológicas à nova vida

O medo de ser uma mãe imperfeita e as adaptações psicológicas envolvidas com o “nascimento de uma mãe” também podem provocar essa culpa.

Por isso, a mulher precisa ter em mente que ela está passando por um processo de maturação. E que este processo não resultará em uma “pessoa perfeita” – pois isso não existe.

Ter essa consciência pode quebrar com as estigmas criadas sobre a mulher, viabilizando um retorno ao trabalho que seja mais justo e saudável.

Para finalizar, lembre-se de que querer trabalhar não é um erro – é um direito seu, enquanto pessoa!

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2 Comentários
  1. Camila Bonatti Diz

    Olá, Camila. Como vai? Justamente, meu ponto no texto é realçar o fato de que uma mulher que deseja trabalhar não precisa se sentir culpada por isso. Do mesmo modo, se ela quiser ser dona de casa, sem trabalhar fora, sendo esta uma escolha dela, está tudo bem também. =)

    O esgotamento emocional por conta do excesso de trabalho não é “normal”- meu texto não aborda isso. O que abordo é o direito da mulher de seguir sua carreira profissional mesmo após se tornar mãe (papel este importante em sua vida).

    Sobre o termo “redução”, uso-o em aspas justamente por isso: porque muitas pessoas enxergam as mães “apenas” como mães – e isso não é pouco! Porém, elas podem sim ser grandes mães e grandes profissionais. Uma coisa não anula a outra.

    Obrigada pelo comentário.

  2. Camila Diz

    Quanta falácia sem fundamento algum, vindo de uma profissional da área do desenvolvimento humano. Dizer que a mulher não pode se reduzir apenas ao papel de mãe, duas palavras que nada tem a ver com a maternidade, redução da mãe e a ser maternidade é pouca coisa. Continuem apoiando as mulheres terem carga horária completa, esgotada emocional e fisicamente, terceirizando a educação dos filhos né em breve veremos o resultado disso tudo, = Casa linda, com muitos bens materiais, mas por dentro vazia de afetividade e conexão com os filhos.

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