A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, o menor patamar desde o início da série histórica, segundo dados divulgados em 27 de agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mesmo período, o total de pessoas ocupadas atingiu 103,3 milhões, o maior registro já contabilizado no país. O IBGE informou ainda que a população desocupada foi de 5,8 milhões, apresentando diminuição de 8,0%, equivalente a menos 503 mil pessoas, em relação ao trimestre anterior e recuo de 4,9% frente ao mesmo trimestre de 2025.
O recuo no desemprego e o avanço no número de trabalhadores empregados evidenciam um cenário positivo para o mercado de trabalho brasileiro, conforme análise do IBGE. Continue lendo e veja mais detalhes!
Mudanças na taxa de desocupação e subutilização
A taxa de desocupação no trimestre de maio a julho de 2026 caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril, passando de 5,8% para 5,3%. Frente ao mesmo intervalo de 2025, quando era 5,6%, a redução foi de 0,3 ponto percentual.
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QUERO ENTRAR AGORA →A taxa composta de subutilização recuou de 13,8% para 13,0% no trimestre e caiu 1,1 ponto percentual em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando estava em 14,1%. Isso indica que o mercado incorporou mais pessoas ao trabalho adequado ao longo de 2026.
A população subutilizada, que totaliza 14,9 milhões de pessoas, apresentou queda de 5,2% no trimestre, o equivalente a 819 mil pessoas a menos. Na comparação anual, o recuo foi de 7,7%, representando uma redução de 1,2 milhão de pessoas nesse grupo.
Variação da população ocupada e desocupada
No trimestre de maio a julho de 2026, a população ocupada alcançou 103,3 milhões de brasileiros, o maior número já registrado pelo IBGE. Isso representa um crescimento de 1,0% em relação ao trimestre anterior, com mais 1,0 milhão de pessoas trabalhando. Em comparação ao mesmo período de 2025, o aumento foi de 0,9%, somando mais 899 mil pessoas.
O nível de ocupação, indicador que mede a parcela de pessoas empregadas entre a população em idade de trabalhar, chegou a 58,9%. O resultado representa uma alta de 0,5 ponto percentual no trimestre, passando de 58,4%, enquanto permaneceu praticamente estável na comparação anual, diante dos 58,8% registrados no mesmo período.
Já a população desocupada recuou em 503 mil pessoas no trimestre, em relação ao período de fevereiro a abril, quando o grupo somava 6,3 milhões. Na comparação anual, a redução foi de 299 mil pessoas, frente aos 6,1 milhões registrados no mesmo trimestre do ano anterior.
Grupos profissionais em destaque no trimestre

O segmento de empregados do setor privado com carteira assinada, sem contar trabalhadores domésticos, atingiu o recorde de 39,4 milhões de pessoas, indicando estabilidade tanto no trimestre quanto quando comparado ao ano anterior. Já o número de empregados sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões, com alta de 3,6% no trimestre, o equivalente a 477 mil trabalhadores a mais.
No acumulado de um ano, o grupo permaneceu estável, com crescimento de 2,1%, representando 283 mil pessoas a mais. Com esses resultados, o total de empregados no setor privado também atingiu recorde, somando 53,2 milhões de pessoas.
O trabalho por conta própria manteve-se estável, com 26,1 milhões de profissionais. A categoria de trabalhadores domésticos ficou estimada em 5,4 milhões, estável no trimestre, mas com queda de 4,2% no ano, equivalente a 236 mil pessoas a menos.
Taxas de informalidade e desalento
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais, apontando leve alta em relação ao trimestre anterior (37,2% ou 38,1 milhões) e 37,8% (ou 38,8 milhões) no trimestre de maio a julho de 2025.
O número de trabalhadores desalentados caiu para 2,3 milhões de pessoas, uma redução de 9,7% no trimestre, o que representa 248 mil pessoas a menos. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve recuo de 14,1%, com diminuição de 380 mil pessoas. O percentual de desalentados passou para 2,1%, com queda de 0,2 ponto percentual no trimestre e de 0,3 ponto percentual na comparação anual.
Já a população fora da força de trabalho totalizou 66,4 milhões de pessoas. O resultado permaneceu praticamente estável frente ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 1,1% na comparação anual, equivalente a 721 mil pessoas a mais.
Como evoluiu o rendimento do trabalhador brasileiro?
O rendimento médio real habitual atingiu R$ 3.762, apresentando estabilidade em relação ao trimestre anterior e crescimento de 3,3% ante 2025. A massa de rendimento chegou a R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica, com estabilidade no trimestre (0,2%), equivalente a um acréscimo de R$ 904 milhões, e crescimento de 4,1% no ano, representando R$ 15,1 bilhões a mais. O resultado foi impulsionado pelo aumento do número de trabalhadores ocupados e pela elevação do rendimento médio real.
Entre os grupamentos de atividade, o setor de alojamento e alimentação foi o único a apresentar queda no rendimento, com recuo de 5,1%. Em contrapartida, segmentos como indústria, outros serviços e serviços domésticos registraram avanços no rendimento médio.
Os maiores aumentos foram observados na indústria, com alta de 4,7%, equivalente a R$ 163 a mais no rendimento médio; em outros serviços, com crescimento de 6,6% (R$ 185 a mais); e nos serviços domésticos, com elevação de 4,1% (R$ 58 a mais). Os demais grupamentos de atividade permaneceram estáveis.
Quais setores puxaram a criação de vagas em 2026?
Entre maio e julho de 2026, a construção civil liderou com aumento de 5,1% (mais 371 mil vagas). Transporte, armazenagem e correio, além da administração pública, também apresentaram crescimento em relação ao ano anterior, com 321 mil e 438 mil novos postos, respectivamente.
Houve queda no número de trabalhadores em serviços domésticos no ano, com menos 229 mil postos, indicando redistribuição do trabalho em segmentos formais.
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