A Vivo vai desligar a rede 2G no Brasil em breve, mas não definiu data ou cidades, exigindo migração de milhões de dispositivos conectados antes da suspensão do sinal.
A mudança não terá impacto para usuários de smartphones com 4G ou 5G, mas pode afetar celulares antigos, alarmes, rastreadores, máquinas de cartão e medidores que utilizam apenas 2G.
Segundo Christian Gebara, presidente da Vivo, o plano busca reaproveitar frequências e investir em 5G, além de reduzir custos operacionais. A decisão ainda depende da conclusão de acordos de compartilhamento com a TIM e da migração dos aparelhos.
Em abril de 2025, a Anatel deixou de certificar novos equipamentos exclusivamente 2G ou 3G. Produtos novos, para obter homologação, precisam suportar pelo menos o 4G. Os antigos permanecem funcionando enquanto a rede estiver ativa, mas podem parar ao ser desligada, sobretudo em soluções de IoT e terminais empresariais instalados há anos, como aponta estudo da Teleco.
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QUERO ENTRAR AGORA →A Vivo já marcou data para desligar o 2G?
Até o momento, a Vivo não anunciou cronograma, datas ou cidades para o fim do 2G. A intenção de desligar a tecnologia “o quanto antes” foi confirmada em entrevista coletiva, mas depende do andamento dos acordos de compartilhamento de infraestrutura com a TIM e do ritmo de migração dos aparelhos ativos. O desligamento poderá ocorrer em fases, sem um prazo nacional definido, já que a Anatel não impôs data única para suspender o 2G.
A transição está sendo debatida pelo setor desde 2023, envolvendo operadoras, fabricantes, empresas de IoT e consumidores afetados. O processo exige planejamento para garantir a continuidade de serviços e evitar a interrupção em áreas sensíveis, como segurança e monitoramento.
Por que a Vivo decidiu desligar o 2G?
As frequências hoje usadas pelo 2G serão destinadas ao 4G e ao 5G, aumentando a capacidade e eficiência das redes. Com o fim do 2G, equipamentos antigos deixam de consumir energia e recursos operacionais, simplificando a manutenção das antenas.
Além disso, o acordo com a TIM permitirá racionalizar a infraestrutura: onde só uma das operadoras mantém a rede ativa, clientes das duas são atendidos, eliminando redundância sem perder cobertura. Nos primeiros estágios, aproximadamente 2 mil municípios participaram do compartilhamento, com expansão autorizada para outros 2 mil.
O que acontece com celulares e dispositivos 2G?
Celulares que só funcionam em 2G perdem acesso a ligações, SMS e internet quando o sinal é desligado em sua região. Modelos compatíveis apenas com GSM, GPRS ou EDGE dependem exclusivamente da tecnologia e precisarão ser substituídos para continuar conectados às redes móveis.
Dispositivos de IoT instalados há anos, como alarmes, rastreadores e medidores, tendem a utilizar 2G, e a substituição pode exigir troca do módulo interno, não apenas do chip SIM, exigindo avaliação técnica caso a caso pelas empresas.
Celulares 4G e VoLTE serão afetados?
Celulares com 4G e VoLTE continuarão a realizar chamadas e usar a internet normalmente após o desligamento do 2G. O VoLTE é essencial para ligações por 4G; sem ele, alguns aparelhos antigos podem falhar ao realizar chamadas quando as redes 2G e 3G forem desativadas.
Modelos iPhone, Samsung Galaxy e Motorola Moto G, com versões comercializadas no Brasil, oferecem suporte ao VoLTE, mas a compatibilidade depende do modelo e da atualização do sistema operacional.
Chips SIM antigos também podem impedir o uso de 4G, sendo possível a troca do chip nas lojas da Vivo com manutenção do número original.
Como identificar se um aparelho depende de 2G?
Consulte a ficha técnica para identificar compatibilidade: termos como “4G”, “LTE”, “VoLTE” e “5G” indicam que o dispositivo opera em redes modernas. Caso apareçam apenas GSM, GPRS ou EDGE, trata-se de um aparelho 2G.
Em Android, o caminho começa em “Configurações” e segue para “Rede e Internet” ou “Redes móveis”, onde opções como “VoLTE” ou “Chamadas 4G” indicam suporte a redes mais recentes.
No iPhone, a navegação é feita por “Ajustes” > “Celular” > “Opções de Dados Celulares” > “Voz e Dados”.
Quais equipamentos ainda utilizam 2G hoje?
De acordo com dados de maio de 2026 da Anatel apurados pela Teleco, existem 18,4 milhões de acessos 2G no Brasil, sendo 14,4 milhões atribuídos a pessoas jurídicas (empresas) e 4 milhões a pessoas físicas. O 2G é predominante em soluções empresariais e IoT, como rastreadores, sensores industriais, centrais de alarme, medidores de água e energia, maquininhas de cartão, botões de emergência e sistemas de monitoramento.
Muitos desses aparelhos foram instalados há anos, com módulos que suportam apenas 2G, reforçando a necessidade de planejamento para migração, pois a troca exige atualização de hardware, não apenas do chip.
As máquinas de cartão serão afetadas?
Máquinas de cartão dependentes do 2G poderão parar de funcionar caso a rede seja desligada na cidade em que operam. Terminais mais atuais costumam suportar 3G, 4G ou Wi-Fi, além de alternar entre as tecnologias disponíveis. Comerciantes devem conferir a ficha técnica ou consultar a administradora da máquina para avaliar a necessidade de troca. O efeito será gradual e localizado, pois depende da tecnologia e região em que a operação ocorre.
Quais são os planos para o 3G e o 4G após o fim do 2G?
A Vivo planeja reduzir a infraestrutura dedicada ao 3G, mas ainda não detalhou prazos ou cidades para o desligamento dessa rede. O 3G seguirá funcionando mesmo após a retirada do 2G, pois parte dos celulares antigos faz ligações por essa tecnologia enquanto navega no 4G para dados. O 4G, por sua vez, tem investimento mantido pela Vivo e segue como base para milhões de acessos móveis no Brasil, além de servir à Internet das Coisas em locais sem cobertura do 5G.
Migração: como empresas e clientes podem se preparar?
Empresas que utilizam rastreadores, sensores, alarmes ou equipamentos remotos conectados pelo 2G precisam mapear os dispositivos instalados e avaliar a compatibilidade com novas tecnologias. A migração pode precisar de upgrade do módulo de comunicação e, em alguns casos, de atualização do sistema por completo. Consumidores de celulares devem verificar a ficha técnica, atualizar o chip se necessário e buscar aparelhos compatíveis com VoLTE para preservarem funcionalidades após a transição.
A transição exige colaboração entre operadoras, fabricantes, clientes e órgãos reguladores para evitar interrupções de serviços essenciais e impactos em setores como transporte, energia e segurança eletrônica.
A Vivo informa que a comunicação junto aos consumidores será feita na medida em que o cronograma for definido, priorizando regiões onde a migração já atingiu maior maturidade. Para mais novidades, continue acessando o portal Notícias Concursos!
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