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Aulas - Direito Civil

Distrito Federal indenizará mãe cujo filho faleceu após demora em atendimento de hospital público

Por Gizelle Cesconetto· 2 min de leitura
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O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal proferiu sentença condenando o Município ao pagamento de indenização a uma mãe, cujo filho faleceu por não ter sido atendido em um hospital municipal.

Em que pese a ausência de provas acerca do motivo da morte, a Justiça entendeu que o fato de a mãe ter presenciado o sofrimento do filho enseja a reparação por danos morais.

Demora no atendimento

Consta no processo n. 0712452-14.2019.8.07.0018 que a mulher levou o filho ao hospital municipal, após queixas de mal-estar e diarreia, por volta das 9h da manhã.

No entanto, cerca de 8:30h da noite, eles foram informados por funcionários do hospital que o atendimento havia sido encerrado e, por isso, eles deveriam buscar atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento.

Assim que chegou na UPA, o filho da requerente teve uma crise convulsiva, seguida de uma parada respiratória e, embora tenha sido encaminhado para atendimento pelos médicos, acabou falecendo no dia seguinte.

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Danos morais

Ao analisar o caso, o juízo de origem arguiu que os documentos e provas orais colacionados no processo demonstram que na UPA foram adotados todos os cuidados necessários para estabilizar o quadro grave de saúde do paciente.

Para o magistrado, não há provas de que a demora de atendimento no primeiro hospital tenha provocado o resultado morte.

Contudo, o julgador ressaltou que a omissão do Estado constitui fato ilícito que, por conseguinte, abalou aos direitos de personalidade.

Com efeito, além da demora no atendimento, o juiz alegou que, não obstante as alegações defensórias, o restou demonstrado que a informação do estado grave de saúde do paciente constava de seu prontuário unificado da Secretaria de Saúde do DF.

Diante disso, o magistrado condenou o Distrito Federal ao pagamento de indenização de R$ 30mil, a título de danos morais, em favor da mãe da vítima.

Fonte: TJDFT

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Gizelle Cesconetto

Escrito por

Gizelle Cesconetto

Advogada, formada em 2017 pela Universidade Positivo. Pós-graduada em Direito Constitucional e Direito Processual Penal. Mais de 6 anos de experiência com Direito do Consumidor, Direito do Trabalho e Direito Civil.

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