Senadores estão usando as redes sociais e a tribuna do Congresso Nacional para exigir do Governo Federal uma solução mais rápida para o Auxílio Emergencial e o novo Bolsa Família. Até este momento, ainda não está claro o que vai acontecer com esses dois benefícios a partir do próximo mês.
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O Senador Paulo Paim (PT-RS) disse que o poder executivo precisa dar uma resposta agora. “Como ficarão os mais de 30 milhões de beneficiários? O governo precisa responder. A fome, a miséria e o desemprego assombram as famílias brasileiras. Estamos falando de mais de 100 milhões de pessoas”, disse ele.
No caso do Auxílio Emergencial, o programa está chegando ao fim agora neste mês de outubro. Os últimos pagamentos, aliás, começaram a ser liberados nesta segunda-feira (18). Só que até aqui não se sabe se esse é o último ciclo de repasses. Isso porque o Governo não definiu se vai acontecer uma prorrogação ou não.
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QUERO ENTRAR AGORA →As mesmas dúvidas são vistas em relação ao programa Bolsa Família. Até aqui, não dá para saber quem são as pessoas que irão entrar no projeto em questão. Isso porque o Governo ainda não definiu qual vai ser o ponto de corte da renda per capita que vai definir quem está em situação de pobreza e de extrema-pobreza.
O próprio Ministro da Cidadania, João Roma, concorda com a ideia de que o Governo precisa pensar em uma solução o mais rapidamente possível. Isso porque pelas contas dele algo em torno de 25 milhões de brasileiros que hoje recebem algum tipo de ajuda governamental ficarão sem nada a partir de novembro se nada for de fato feito.
O que diz o Governo
Apesar da correria em torno dessa situação, publicamente os membros do Governo Federal seguem afirmando que tudo está dentro do prazo. Em entrevista, o relator da MP do Auxílio Brasil, Deputado Marcelo Aro (PP-MG), disse que vai apresentar o projeto na próxima semana.
O Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) vem garantindo nos bastidores que vai conseguir aprovar a PEC dos precatórios ainda nesta semana. De acordo com ele, há ambiente para isso.
Já o Presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (19) que durante esta semana eles irão fazer um anúncio não só sobre a questão da prorrogação do Auxílio emergencial, como também sobre a questão do preço do diesel.
Preocupação com tempo
Apesar dessas declarações, internamente se sabe que há uma preocupação com o tempo. É que pelas leis eleitorais brasileiras o Governo Federal precisa apresentar essas mudanças até, no máximo, o final deste ano.
É que, como se sabe, 2022 é ano de eleições presidenciais. Isso quer dizer, portanto, que o Governo não vai poder apresentar projetos novos. Isso seria uma violação da própria lei eleitoral. Por isso há o temor.
O plano do Governo é portanto aprovar tudo o que tiver que aprovar ainda este ano. Isso porque neste caso eles poderiam levar para 2022 os projetos que foram aprovados neste ano de 2021. Agora é esperar para saber se eles irão mesmo conseguir fazer isso.











