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Conta de luz: Aneel aprova reajuste da bandeira vermelha 2 em 52%

Nesta terça-feira (29) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste na tarifa da bandeira vermelha 2. Esse novo reajuste sofrerá uma alta de 52% aplicado a partir do mês de julho. Sendo assim, se mudará de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh. Isso resultará em um aumento de 5,45% na conta de luz do próximo mês.

As bandeiras Amarela e Vermelha 1 também tiveram reajuste. A bandeira Amarela aumentou 39,85% e passou de R$ 1,34 para R$ 1,874. Já a bandeira Vermelha 1 diminuiu cerca de 4,16%, assim passou de R$ 4,16 para R$ 3,971.

A explicação para este reajuste na conta de luz é a crise hídrica que o país vem enfrentando.  Desse modo, pela primeira vez, o comitê de órgãos do governo federal emitiu um alerta de emergência hídrica em cinco estados brasileiros. O comitê informa que o Brasil vem enfrentando a pior seca em 91 anos.

No Brasil, cerca de 90% da energia elétrica produzida provém de hidrelétricas. Portanto, a  solução encontrada foi utilizar mais os recursos das Termelétricas como meio alternativo, porém, a mesma possui um maior custo, resultando no aumento da tarifa.

A Aneel já aprovou uma nova consulta pública a fim de reajustar a tarifa novamente. Isso levando em conta que o déficit tende a aumentar conforme a crise hídrica se agrava. No momento, o déficit é de R$ 1,5 bilhão e pode chegar a R$ 5 bilhões com a atual situação, segundo afirmou André Pepitone, que é o atual presidente da Aneel.

Como funcionam as bandeiras tarifárias ?

As bandeiras tarifárias compõem um sistema que demonstra aos consumidores os gastos reais para a geração de energia. Acompanhe quais são:

  • Bandeira verde: Condições favoráveis para geração de energia, portanto sem custos adicionais;
  • Bandeira amarela: Condições menos favoráveis para geração de energia, R$ 1,874 por 100 kWh;
  • Bandeira Vermelha 1: Condições desfavoráveis para geração de energia, R$ 3,971 por 100 kWh;
  • Bandeira Vermelha 2: Condições desfavoráveis para geração de energia, R$ 9,49 por 100 kWh;

É importante identificar a diferença entre as Bandeiras Tarifárias e as Tarifas propriamente ditas. As tarifas representam a maior parte da conta dos consumidores, englobando os custos envolvidos na geração, transmissão e distribuição da energia elétrica.

Em contrapartida, as Bandeiras refletem os custos variáveis ao gerar energia elétrica. Estes custos variam de acordo com as usinas que estão sendo utilizadas. No caso quando está funcionando a Bandeira vermelha, a maior parte da energia provém de Usinas Termoelétricas.

Como o Horário de Verão contribui com os custos da conta de luz

O horário de verão no Brasil teve início em 1932 e tinha como objetivo aproveitar a luz do sol durante o verão. Logo, como no verão o tempo de sol é prolongado ao adiantar os relógios, aproveitamos mais a luz natural. Todavia, em 2019 foi suspenso o horário de verão e o mesmo continua em desuso até então. O horário de verão também é utilizado em outros países como Estados Unidos, Canadá, México, Rússia entre outros.

Há outros meios para economizar na conta de luz, e que podem ajudar no dia a dia da população, como:

  • Utilizar lâmpadas de Led ao invés de fluorescentes;
  • Aproveitar mais a luz ambiente durante o dia;
  • Reduzir 1 minuto no tempo de banho;
  • Retirar da tomada equipamentos que não estejam em funcionamento;
  • Colocar o fogão distante da geladeira;
  • Diminuir a temperatura da geladeira no inverno.

Utilizando estes métodos podemos diminuir consideravelmente os gastos de energia elétrica, reduzindo a conta de luz. Lembrando que também é possível economizar no consumo de água, já que a crise hídrica está diretamente relacionada aos gastos energéticos.

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