A ideia de anistiar as dívidas do consignado do Auxílio Brasil perdeu força dentro do Governo Federal nos últimos dias. Antes alardeado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o plano vem ganhando uma série de críticas e cada vez mais sua implementação é improvável.
O primeiro baque na ideia de anistia veio há duas semanas na posse da nova presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano. Em conversa com jornalistas, ela rechaçou o plano de anistia e disse que não há este tipo de conversa dentro do banco. A Caixa é uma das instituições homologadas para operar esta linha.
“O banco não tem como fazer isso (dar anistia para o consignado do Auxílio Brasil), mas eu acredito que há a possibilidade de negociar com o governo inclusive para baixar os juros”, disse Serrano. Hoje, a taxa de juros do consignado do Auxílio Brasil na Caixa Econômica Federal está na casa dos 3,45%, uma das maiores do mercado.
Na última semana, o Ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT) desconversou sobre o assunto. Ele foi perguntado sobre a possibilidade de anistia para os usuários do Auxílio Brasil que solicitaram o consignado, mas disse que esta é uma ideia complexa.
“A situação envolve banco, né? É preciso ter um cuidado para ter uma clareza porque envolve banco”, disse ele, quando perguntado sobre a possibilidade de anistia. O Ministro desconversou e indicou que qualquer decisão sobre perdão de dívidas ainda deve passar por uma grande discussão envolvendo estes bancos.



