Na última semana, a Câmara dos Deputados decidiu que os cidadãos que fazem parte do Auxílio Brasil terão o direito de receber o Benefício Extraordinário Permanente a partir do próximo ano. No entanto, nem todo mundo que faz parte do programa social do Governo Federal terá direito ao adicional apontado.
Segundo informações do Ministério da Cidadania, o Auxílio Brasil paga, neste momento, uma média de R$ 224 por pessoa. No entanto, ainda no final do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu assinar uma Medida Provisória (MP) que libera o pagamento do Benefício Extraordinário Temporário para que todos recebam R$ 400, no mínimo.
Dessa forma, todos os cidadãos que fazem parte do Auxílio Brasil e que ganham um valor inferior aos R$ 400 exigidos, ganham o complemento do Benefício Extraordinário. Imagine, por exemplo, que um cidadão ganha R$ 100 de Auxílio Brasil. Neste caso, o indivíduo recebe R$ 300 de Benefício Extraordinário.
Como dito, a assinatura de Bolsonaro previa o pagamento do adicional apenas de forma temporária, até o final deste ano. A decisão da Câmara dos Deputados muda a lógica e transforma o Benefício Extraordinário em algo permanente. Assim, a partir de 2023, ele se torna um complemento fixo.
O público-alvo, aliás, seguirá o mesmo. Todas as pessoas que fazem parte do Auxílio Brasil e ganham menos de R$ 400 naturalmente, terão o direito de receber o Benefício Extraordinário a partir de 2023. Na prática, os cidadãos que estão nesta situação não sofrerão nenhuma mudança nos seus recebimentos.



