Nos últimos dias, o acirramento de ânimos entre os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), fez o Governo Federal ligar o alerta em relação ao Bolsa Família. Tudo porque o impasse pode atrasar a votação de Medidas Provisórias (MPs) como a do programa social, que segue no Congresso Nacional.
Em entrevista para jornalistas nesta segunda-feira (27), o Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT) pediu calma. Em tom de confiança, ele disse que Arthur Lira visitou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (26) justamente para tratar sobre o tema, e o diálogo teria tranquilizado o Palácio do Planalto.
“São Medidas Provisórias muito importantes do governo do presidente Lula”, disse Padilha. “Há textos que estabelecem , por exemplo, o Novo Bolsa Família. As pessoas já passaram a receber R$ 600, mais R$ 150 por filhos menores de seis anos de idade”, seguiu o Ministro na conversa com jornalistas.
“Acredito que existe um compromisso tanto dos presidentes das duas casas como os deputados e senadores com o conteúdo das medidas provisórias. A partir deste compromisso com as medidas, nós vamos construir junto com as duas casas um calendário para que elas sejam aprovadas no tempo adequado”, completou o Ministro.
O impasse das MPs
Todo o impasse entre os presidentes das duas casas do Congresso Nacional ocorre porque eles não concordam com o rito de tramitação das Medidas.
Rodrigo Pacheco vem defendendo que o Congresso volte a criar comissões mistas, com a presença de deputados federais e senadores. Era este o formato oficial que existia antes da chegada da pandemia do coronavírus.



