A cesta básica ficou mais cara em 11 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em janeiro. E os maiores avanços vieram das capitais nordestinas, que ocuparam as primeiras posições no ranking nacional.
Aliás, veja abaixo as 11 capitais cujos preços subiram no mês passado:
- Recife: 7,61%
- João Pessoa: 6,80%
- Aracaju: 6,57%
- Natal: 6,47%
- Salvador: 4,23%
- Fortaleza: 3,95%
- Belém: 2,40%
- Rio de Janeiro: 2,32%
- Belo Horizonte: 1,67%
- Goiânia: 0,85%
- Brasília: 0,13%
Por outro lado, o valor da cesta básica caiu nas outras seis capitais pesquisadas:
- São Paulo: -0,09%
- Campo Grande: -0,15%
- Vitória: -0,35%
- Curitiba: -0,50%
- Porto Alegre: -1,08%
- Florianópolis: -1,11%
Embora as capitais nordestinas tenham registrado os maiores avanços em janeiro, elas ficaram nas últimas posições no ranking nacional, com as cestas básicas mais baratas do país. E isso foi muito positivo para a população destes locais, que conseguiu pagar mais barato para adquirir alimentos básicos no mês passado.
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QUERO ENTRAR AGORA →Em contrapartida, os locais que registraram queda em janeiro foram justamente aqueles que têm as cestas básicas mais caras do país. E nem mesmo os recuos retiraram essas capitais das primeiras posições da lista nacional.
Cesta básica de São Paulo é a mais cara do país
De acordo com o levantamento do Dieese, a cesta básica de São Paulo foi a mais cara do país em janeiro. Na verdade, a capital paulista assumiu essa posição na maioria dos últimos meses. Em outras palavras, quem reside na capital paulista precisa pagar mais caro para adquirir alimentos básicos.
Em resumo, a população paulistana precisou gastar R$ 790,57 para comprar uma cesta básica em janeiro. A título de comparação, a segunda cesta mais cara do país foi a do Rio de Janeiro, que custou R$ 770,19 no mês passado. E essa diferença só não foi maior graças às variações registradas no mês, de alta no Rio e de queda em São Paulo.
No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, a cesta de São Paulo ficou 10,75% mais cara no país. Apesar do forte avanço, outras dez capitais registraram altas ainda mais expressivas, com destaque para Belém (+16,11%), Goiânia (+13,72%), Natal (+12,90%), Campo Grande (+12,57%) e Porto Alegre (+12,53%).
Por sua vez, os menores avanços nacionais foram observados em Vitória (+7,19%), Curitiba (+9,21%), Aracaju (+9,35%) e Florianópolis (+9,35%). Isso mostra que os preços das cestas básicas subiram em todas as 17 capitais pesquisadas no período.
Seis de 13 produtos ficam mais caros em São Paulo
O Dieese revelou que seis dos 13 produtos pesquisados ficaram mais caros em São Paulo no mês passado. Veja abaixo quais tiveram alta em seus valores:
- Batata (+7,01%)
- Arroz agulhinha (+6,44%)
- Feijão carioquinha (+5,24%)
- Café em pó (+2,97%)
- Pão francês (+1,32%)
- Açúcar refinado (+0,74%)
Em suma, a batata é pesquisada em dez cidades da região Centro-Sul, e, em janeiro, o tubérculo ficou mais caro em quase todos os locais. Isso vem acontecendo desde o ano passado devido a problemas climáticos, que afetam o plantio e a colheita da batata.
Já o arroz agulhinha, que teve a segunda maior alta mensal, ficou mais caro em todos os 17 locais pesquisados em janeiro. Segundo o Dieese, os preços subiram devido ao “maior volume de exportação, estimulada pelo câmbio”, e ao crescimento da demanda, ao mesmo tempo em que a oferta interna ficou reduzida.
Outro item muito importante na alimentação da população do país é o feijão. E, seguindo a mesma trajetória da batata e do arroz, pesou mais no bolso dos brasileiros em janeiro.
Em síntese, “as altas cotações do feijão podem ser explicadas pelo aumento do preço dos fertilizantes e menor oferta da leguminosa, consequência da redução da área plantada e do clima desfavorável”, segundo o Dieese.
Preços de seis produtos caem em janeiro
Por outro lado, seis produtos pesquisados pelo Dieese ficaram mais baratos em São Paulo no mês passado. Aliás, os recuos conseguiram impedir a alta no valor da cesta básica da cidade de São Paulo, que caiu 0,09% em relação a dezembro.
Confira os produtos cujos preços caíram em janeiro:
- Tomate (-4,14%)
- Leite Integral (-2,13%)
- Carne bovina de primeira (-1,08%)
- Banana (-0,97%)
- Manteiga (-0,82%)
- Farinha de trigo (-0,59%)
A única exceção foi o óleo de soja, que não apresentou variação em seu preço.
Apesar de as variações terem ficado bem equilibradas no mês passado, isso não aconteceu no acumulado dos últimos 12 meses. A saber, 11 dos 13 produtos pesquisados ficaram mais caros no período. As únicas exceções foram açúcar refinado (-3,10%) e carne bovina de primeira (-1,53%).
Entre os avanços, os mais expressivos vieram de: batata (+63,37%), farinha de trigo (+38,55%), feijão carioquinha (+31,58%), leite integral (+29,56%), manteiga (+19,25%), pão francês (+17,21%), arroz agulhinha (+15,59%), café em pó (+12,48%) e banana (+10,91%).
Assim, as menores variações foram registradas por tomate (+3,43%) e óleo de soja (+1,60%).









