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Prévia do PIB apresenta alta em abril mas se mantem abaixo do esperado

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), que é considerado a prévia do PIB (Produto Interno Bruto), teve uma alta de 0,44% no mês de abril de 2021 quando comparado a março. Isso segundo dados do próprio Banco do Brasil. Já quando comparado a abril de 2020 a alta foi de 15,92%.

Apesar da alta, o dado veio abaixo do esperado. A expectativa era que a alta girasse em torno de 1% a 2% quando comparado a março de 2021. Enquanto na comparação anual a alta prevista era de 18,2%, isso levando em conta a base de comparação do ano passado.

O índice voltou a mostrar crescimento após cair 1,6% em março, momento em que interrompeu 10 meses de avanços. Isso ocorreu porque nesse momento o Brasil se tornou o epicentro da pandemia de covid-19. Contudo, as fortes restrições ainda em vigor em vários locais do país fizeram o resultado de abril voltar a ficar abaixo do esperado.

A alta do mês veio após o PIB (Produto Interno Bruto) ter apontado alta de 1,2%. O resultado foi acima do esperado pelos economistas. Esse aumento é um sinal de que a economia está caminhando para retornar ao patamar pré-pandemia.

PIB e IBC-BR

O PIB(Produto Interno Bruto) consiste basicamente na soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Ele serve para quantificar a evolução econômica do país. A divulgação dos valores oficiais do PIB são de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por sua vez, o IBC-BR é uma das ferramentas utilizadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros no país. Os resultados do IBC-BR são apontados como uma prévia do PIB. No entanto, não é sempre que os resultados dos dois mostram proximidade. Já a responsabilidade pela divulgação dos valores do IBC-BR é do próprio Banco Central (BC).

O cálculo dos dois se apresenta de maneiras diferentes. O IBC-BR incorpora dados para agropecuária, indústria, setor de serviços e também os impostos. Por outro lado, o IBC-BR não considera a demanda, uma parte que é considerada na hora de realizar o cálculo do PIB.

Efeitos da pandemia de covid-19 na economia

A pandemia de covid-19 derrubou o Produto Interno Bruto (PIB). O valor registrado no ano passado foi de queda de 4,1% no PIB. A redução foi causada pelo isolamento social e a redução da atividade econômica foi acentuada ainda mais pelo pagamento das parcelas do auxílio emergencial.

No entanto, os resultados do IBC-BR neste ano de 2021 mostram uma retomada na economia. Mesmo após sofrer muito com os impactos da pandemia de covid-19 em 2020, quando ocorreu a queda de 4,1% no PIB.

Após o crescimento registrado em abril de 2021 o IBC-BR atingiu um total de 139,65 pontos no mês. Dessa maneira ficando acima do resultado apresentado antes da pandemia de covid-19 que foi de 139,35 pontos registrados em fevereiro de 2020.

A pandemia teve mais efeito sobre a economia e o PIB entre março e abril de 2020. A partir deste ponto os números começaram a mostrar sinais de recuperação. No entanto, no começo de 2021 com a segunda onda da doença a economia foi novamente impactada de forma significativa.

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