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Preço da cesta de Natal aumenta em meio ao avanço da inflação

Na comparação dos produtos comuns entre as pesquisas on-line deste ano com a do ano passado, a pesquisa do Procon-SP constatou que o preço da cesta de Natal teve aumento de 17,11%. Tal aumento se deve muito por conta da inflação estar tão alta.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última sexta-feira (10) dados referentes ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de inflação do Brasil, que registrou um acúmulo de 10,74% nos últimos 12 meses. Esse é um dos maiores fatores que contribuem para a elevação do preço da cesta de Natal.

Pesquisa feita pela Ipsos em 30 países mostra que o Brasil é o quarto colocado  no ranking de maior percepção de inflação pela população. Para mais de 70% dos brasileiros, o custo de vida aumentou significativamente nos últimos 6 meses.

Para compor a cesta de Natal foram analisados os seguintes itens de diferentes marcas: azeites, bombons, lentilhas secas, conservas, farofas prontas, frutas em calda, panetones, chocotones e carnes. As comparações de preços são feitas a partir da marca e característica de embalagem, como o peso e o volume.

Preço da cesta de Natal é pressionada principalmente pelas carnes

Sobre os itens considerados pertencentes à cesta de natal, o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, Guilherme Moreira, destacou o aumento dos preços das carnes, que habitualmente estão presentes nos churrascos e outros encontros típicos do fim de ano.

O produto que mais encareceu foi o filé mignon, com aumento registrado de 30,78% em comparação a 2020. O segundo lugar é ocupado com um prato típico do Natal, o peru, que teve alta de 23,83% no preço. Azeitona verde (23,76%), panetone (21,81%) e bacalhau (21,27%) também estão entre os produtos mais afetados pela inflação.

“Acaba acontecendo que a maioria desses produtos consumidos passam por etapas industriais. Essa indústria consome energia elétrica, frete de transportes, embalagens, que são elementos que sofreram aumentos e impactam na composição de custos desses itens”, salientou Guilherme.

Para o coordenador, a expectativa de inflação menor para o ano que vem, apontada por alguns economistas, não significaria diretamente uma queda nos preços de alimentos. “Eles vão subir num ritmo menor. Dificilmente vamos ter queda de preços, apenas algumas pontuais”, avisa.

Dicas ao consumidor para economizar na ceia

Em meio a um aumento significativo do valor médio e à flutuação de preços entre estabelecimentos,  especialistas do Procon-SP recomendam comparar produtos entre supermercados diferentes para evitar um susto muito grande com o preço da cesta de natal. Também sugerem planejar o cardápio, listando os alimentos, bebidas e ingredientes para o preparo. “Isso ajuda a evitar compras desnecessárias e por impulso”, reforçam.

Para compras on-line, além da comparação tradicional entre os preços praticados, os especialistas orientam o consumidor a considerar a relação entre qualidade, peso e preço do item a ser adquirido, acrescentando o valor do frete e o prazo de entrega.

Além disso, o Procon-SP salienta que para as compras na internet, sendo para tentar conseguir um menor preço da cesta de Natal ou não, é importante que “compre somente em sites confiáveis e desconfie de ofertas muito generosas”.

 

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