Os dados oficiais mostram uma dura realidade para milhares de brasileiros: a fila de espera para entrada em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cresceu mais uma vez em janeiro deste ano. Deste modo, o novo Governo Federal começa a sua gestão pressionado por uma solução para o problema.
A fila de espera é formada por cidadãos que dão entrada em um benefício do INSS e aguardam por uma resposta. Enquanto não há uma decisão, tais indivíduos precisam esperar sem receber nenhum tipo de ajuda. Quem está doente, por exemplo, não consegue ganhar o dinheiro do trabalho e nem do INSS até que se tome uma decisão.
É neste sentido que o Governo Federal está preparando uma espécie de mutirão em várias regiões do país. A ideia do Ministério da Previdência é focar o procedimento nos lugares que estão registrando as filas mais longas. A região Nordeste deve ser o centro das atenções neste primeiro momento.
Em entrevista ao jornal O Globo, o Ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT) falou sobre o assunto. De acordo com ele, a maior parte da fila de espera é formada por pessoas que estão aguardando por perícias médicas. Assim, ele deverá focar nos mutirões exatamente neste tipo de serviço.
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QUERO ENTRAR AGORA →“Meu desafio são as perícias médicas, cuja fila está muito grande. Só no Nordeste são 661 mil na fila, 50% da nossa fila. Na fila do BPC, tem 473 mil, e do auxílio-doença, 574 mil. Ou seja, quase um milhão depende de perícia. Por isso, o meu projeto do mutirão”, disse Carlos Lupi.
Como devem funcionar os mutirões
Na mesma entrevista, Lupi disse que o mutirão vai consistir basicamente no deslocamento de peritos médicos para regiões que não contam com muitos atendimentos. Na visão dele, este processo pode ajudar a diminuir a fila de espera.
“Vou deslocar peritos das capitais do Nordeste para o interior, onde tem a maior fila. Estamos nos acertos finais para começar neste mês. A medida provisória que autoriza o bônus está para sair a qualquer momento. O bônus ajuda porque é uma maneira de incentivar o perito a se deslocar.”
Ele também admitiu que a fila de espera em si não deve ser zerada. “Nunca vai acabar. O parâmetro de aceitabilidade é de até 45 dias de espera. Pretendo (chegar a) isso até o fim do ano com o mutirão e o pagamento de bônus.”
Além da fila de espera
Embora diga que há uma prioridade do Ministério em relação a redução da fila de espera do INSS, Lupi também disse na entrevista que vai focar em outras frentes. Entre outros pontos, ele argumentou que é preciso mexer em pontos da última Reforma da Previdência.
“Acho que a mudança na regra da pensão e da aposentadoria por invalidez é uma das mais graves da reforma. Quando a esposa perde o companheiro, os custos não diminuem, aumentam em até 30%.”
“É grave porque a pessoa recebe 60% do que recebia o marido, há uma queda flagrante do poder aquisitivo da família. A redução no valor da aposentadoria por invalidez também é uma questão muito grave. Visitei todas as centrais sindicais e mudar isso é (uma posição) quase unânime entre elas”, disse ele.













