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O isolamento social pode afetar nossa memória?

Desde que começou o isolamento social você tem sentido dificuldades de lembrar de algumas coisas como enviar um e-mail, de encontrar a palavra certa ou esquecer de comprar alguma coisa no mercado?

Pode ter certeza que você não está sozinho. 

Muitas pessoas vem reclamando de falhas na memória desde que a pandemia iniciou.

Mesmo que as falhas sejam mais frequentes em pessoas acima de 60 anos, as queixas de falta de memória não são sinônimo de doenças neurológicas.

O isolamento social, necessário por conta da pandemia do Coronavírus, tem aumentado os casos de ansiedade, estresse e depressão.

Sendo assim, todos esses transtornos podem aumentar bastante a qualidade da memória e, mesmo com algumas flexibilizações da quarentena, pode levar um tempo para a recuperação.

De acordo com o Dr. Diogo Haddad, neurologista e coordenador do Núcleo da Memória do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o estresse causado pelo isolamento social, o medo de contaminação e outros fatores impactam no funcionamento da nossa memória.

Mas afinal, como isso pode acontecer?

Ao passar por uma situação de constante estresse, o sistema nervoso simpático, responsável por reagir e suportar situações de medo e perigo, libera adrenalina.

Enquanto isso, o eixo HPA (Hipotálamo-hipófise -Adrenal), um sistema neuroendócrino, libera o cortisol, conhecido como hormônio do estresse.

Desse modo, os dois influenciam o hipocampo, região responsável pela memória, que pode perder sua plasticidade. Principalmente em casos de isolamentos severos.

Esse tipo de desequilíbrio acabam comprometendo a forma com que aprendemos, como retemos novas informações e a forma com que realizamos tarefas diárias.

As pessoas acabam ficando mais desatentas e com a capacidade de concentração debilitada.

Cuidados com a memória durante o isolamento social

Os cuidados com idosos, principalmente com os já diagnosticados com algum tipo de demência, precisam de atenção especial durante o isolamento social.

Isso acontece pois podem ter dificuldades para lembrar dos procedimentos de segurança, como o uso de máscaras e higienização adequadas.

Além disso, idosos com esse tipo de doença podem sofrer bastante com o aumento dos níveis de estresse e ansiedade, piorando o nível da doença.

Sabendo disso, para tentar amenizar os efeitos e manter uma memória forte, é necessário que:

  • Faça alimentações saudáveis;
  • Tenha boas noites de sono;
  • Ouça música e assista filmes em outros idiomas;
  • Teste receitas culinárias antigas. Isto provoca memórias e trabalha a quantificação, que faz parte da matemática e do raciocínio lógico;
  • Experimente usar a mão não dominante. Este exercício amplia a formação de sinapses, que estimulam o cérebro e a memória;
  • Pratique atividades físicas diariamente;
  • Realize atividades simples, como: ler, escrever, jogos de tabuleiro ou de cartas;
  • Faça exercícios de relaxamento e respiração;
  • Faça trabalhos manuais, como bordado, crochê, tear. Esta tarefa é excelente, pois trabalha o raciocínio lógico: a pessoa tem que se lembrar dos pontos, de como é feito, e depois realizar com as mãos.

Ao realizar esses tipos de atividades faz com que reduza o nível de estresse e ajudam a conter as alterações cognitivas.

Caso os sintomas de falhas de memória, independente da idade, persistam, é indispensável a procura de um profissional.

 

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