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Na CPI, Witzel culpa Bolsonaro sobre “atrasos no Auxílio Emergencial”

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, participa nesta quarta-feira (16) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisa a atuação do Governo Federal na pandemia do novo coronavírus. E ele não poupou críticas ao Presidente Jair Bolsonaro quando falou sobre o Auxílio Emergencial.

De acordo com Witzel, o Palácio do Planalto demorou em fazer os pagamentos do benefício no ano passado. Segundo o ex-governador, isso fez com que várias pessoas passassem fome no início da pandemia no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, que era o estado que ele governava.

“São várias declarações minhas que estão nos órgãos de comunicação a fim de que nós pudéssemos fazer com que o governo federal rapidamente aprovasse o auxílio emergencial, para que a população se sentisse acolhida”, disse Witzel no depoimento.

“Se você pede para ficar em casa porque é necessário, e a população não tem uma resposta do auxílio emergencial na mesma agilidade que as medidas de combate à pandemia eram acionadas, evidentemente que você tem dificuldade de conduzir a pandemia. Então, demorou o auxílio emergencial”, seguiu ele.

De acordo com as informações do próprio Governo Federal, os primeiros casos de Covid-19 no Brasil datam do final de fevereiro de 2020. Os primeiros pagamentos do benefício emergencial aconteceram apenas no mês de maio e duraram até o final do ano.

“Desde o começo da pandemia, os governadores clamaram pela aprovação rápida do auxílio emergencial. Sabíamos que haveria redução de ICMS, de ISS e que somente o governo federal é que pode lançar mão de recursos para encaminhar aos estados”, completou Witzel.

Ex-governador

Witzel venceu as eleições de 2018 e tomou posse como Governador do Rio de Janeiro ainda em janeiro de 2019. Pouco mais de um ano depois de chegar ao poder, ele passou por um afastamento do cargo. Logo depois, ele sofreu o processo de impeachment.

Hoje, ele é réu e está respondendo acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. Vale lembrar que atualmente o caso está tramitando no Superior Tribunal de Justiça (TSJ). Ele diz que é inocente e que estaria sendo vítima de uma vingança política.

Witzel venceu as eleições de 2018 com o apoio do atual Presidente Jair Bolsonaro. E durante muito tempo em que esteve no poder, concordou com o chefe do executivo federal em quase todas as suas falas. Sobretudo na questão da segurança pública. Na pandemia, os dois acabaram se separando politicamente.

Auxílio Emergencial

Até a publicação desta matéria, o Governo Federal não tinha respondido essas acusações de Witzel. O Palácio do Planalto começou pagando o Auxílio Emergencial ainda no ano passado com valores de R$ 600, podendo chegar em R$ 1200 no caso das mães solteiras.

Em 2020, os pagamentos seguiram até o mês de dezembro, quando o projeto passou por uma interrupção. Logo depois de muita pressão, o Auxílio voltou em abril deste ano. Agora, no entanto, os valores são menores. De acordo com o Ministério da Cidadania, as parcelas de 2021 variam entre R$ 150 e R$ 375. 

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