No dia 26 de junho de 2026, o Ministério da Saúde recomendou a aplicação da “dose zero” da vacina tríplice viral em crianças residentes dos municípios de São Paulo e Guarulhos. Essa medida faz parte das ações para manter o Brasil livre da circulação endêmica do sarampo. Para saber mais detalhes, continue a leitura.
O que motivou a recomendação?
A recomendação do Ministério da Saúde para a aplicação da vacina foi motivada pela confirmação de três casos de sarampo em crianças menores de dois anos na Zona Norte de São Paulo; dois dos casos ocorreram em crianças que frequentavam a mesma creche, e o terceiro em uma criança da mesma região.
A medida visa reforçar a proteção das crianças mais vulneráveis, especialmente aquelas abaixo de um ano, que têm maior risco de formas graves da doença.
Quem deve receber a dose zero?
A “dose zero” da vacina tríplice viral deve ser aplicada em crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias.
A ação será focalizada nos municípios de São Paulo e Guarulhos, cidades que apresentam alta circulação de pessoas, incluindo o fluxo intenso para a capital e para o Aeroporto Internacional de São Paulo.
Cerca de 100 mil doses serão distribuídas para essas regiões, com o objetivo de fortalecer o bloqueio vacinal e impedir a transmissão do vírus.
Como funciona a dose zero do sarampo e diferenças para o esquema tradicional
A “dose zero” é uma aplicação extra da vacina tríplice viral, administrada antes do início do calendário regular, que prevê doses aos 12 e 15 meses.
De acordo com o Ministério da Saúde, essa medida diminui o número de pessoas suscetíveis e reduz o risco de transmissão do vírus, especialmente em situações de surto ou risco elevado.
A dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação, mas funciona como reforço preventivo temporário. Crianças que viajarem para áreas de risco também devem receber essa dose adicional, conforme orientação da pasta.
Medidas complementares para impedir a circulação do vírus
Além da vacinação, as secretarias de saúde estaduais e municipais, em conjunto com o Ministério da Saúde, realizam busca ativa de casos suspeitos, rastreamento de contatos, bloqueio vacinal nas áreas de risco e investigação epidemiológica.
Todas as ações buscam interromper rapidamente a transmissão local e evitar novos surtos, segundo informado em nota oficial.
Oferta da vacina pelo SUS e dados de cobertura
A vacina tríplice viral é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em 2025, a cobertura atingiu 92,68% para a primeira dose e 78,04% para a segunda.
Apenas neste ano, o Ministério da Saúde forneceu mais de 4,2 milhões de doses ao país, com 1,8 milhão já aplicadas, conforme balanço divulgado pela pasta.
O esquema regular prevê duas doses para crianças aos 12 e 15 meses. Para pessoas de até 29 anos sem comprovante de vacinação, são recomendadas duas doses, e para quem tem entre 30 e 59 anos, ao menos uma, conforme o programa nacional.
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