O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) surpreendeu o mercado financeiro ao suspender novas operações de crédito consignado do Banco C6 Consignado S.A., conforme despacho decisório 47 publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 17 de março de 2026.
A medida veio após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar um total de 320 mil contratos com indícios de cobranças indevidas, gerando enorme preocupação entre aposentados e pensionistas dependentes desse tipo de crédito.
Veja a seguir por que o crédito foi suspenso e como isso afeta quem depende do empréstimo consignado.
Por que o INSS suspendeu o crédito consignado do C6 Bank?
A suspensão foi resultado de uma apuração detalhada da CGU, que encontrou irregularidades em centenas de milhares de contratos ativos.
Muitos segurados se depararam com cobranças de pacotes de serviços embutidos automaticamente nas prestações descontadas diretamente do benefício – prática proibida pela legislação brasileira. Essas cobranças incluem taxas administrativas e seguros, que não poderiam ser vinculados à concessão do consignado.
Além do dano financeiro aos beneficiários, a ação da CGU colocou o C6 Bank na mira das autoridades, criando um alerta para todo o setor bancário.
O INSS reforçou que a suspensão se manterá até que o banco devolva os valores cobrados indevidamente com a devida correção monetária para restabelecer a confiança no sistema financeiro.
Entenda as irregularidades apontadas pela Controladoria Geral da União
O relatório da CGU detectou indícios de que, em pelo menos 320 mil contratos, aposentados e pensionistas pagaram por serviços não solicitados. Isso resultou em descontos superiores ao valor acertado no ato da contratação.
O objetivo da inspeção foi proteger os consumidores de práticas abusivas e garantir que os valores descontados reflitam exclusivamente o que foi contratado.
A legislação federal impede a inclusão de encargos extras no crédito com desconto em folha. No entanto, a prática identificada reduz o dinheiro disponível para o beneficiário, comprometendo renda que muitas vezes já é limitada.
Posicionamento do C6 Bank sobre a suspensão
Imagem: Notícias Concursos
O Banco C6 questionou a decisão do INSS, declarando publicamente discordar integralmente da interpretação apresentada. O banco afirmou que nunca condicionou a concessão do consignado à contratação de outros produtos e que todos os contratos seguiram rigorosamente as normas vigentes.
Segundo o posicionamento oficial, não ocorreu nenhuma irregularidade na oferta e concessão dos empréstimos e, para defender seus interesses, a instituição já anunciou que irá adotar medidas judiciais.
Apesar desse posicionamento, o INSS permanece firme na cobrança da restituição dos valores aos aposentados e pensionistas prejudicados, exigindo correção e suspensão imediata de futuras cobranças consideradas indevidas.
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O que muda para quem depende do empréstimo consignado?
Com a suspensão, nenhum novo contrato de empréstimo consignado será realizado pelo C6 Bank até que todos os valores questionados sejam devolvidos aos beneficiários afetados.
Para quem já contratou esse tipo de crédito, as condições permanecem inalteradas até segunda ordem; porém, o banco precisará cessar imediatamente novas cobranças e corrigir as operações em andamento.
Os beneficiários devem ficar atentos ao extrato de seus benefícios, conferindo todos os descontos detalhadamente e questionando qualquer valor desconhecido. O INSS orienta buscar os canais oficiais em caso de suspeita de irregularidade e acompanhar atualizações.
Medidas do INSS e próximas etapas para segurados e o banco
O despacho publicado no Diário Oficial reforça a necessidade de adoção de medidas corretivas junto à Dataprev, empresa responsável pelo processamento dos descontos em benefícios previdenciários.
O INSS solicita ainda que o banco suspenda imediatamente cobranças futuras sob pena de bloqueio total dos repasses de valores descontados, mostrando rigor na fiscalização e proteção ao consumidor.
Já para os segurados, as orientações são de atenção redobrada e participação ativa, exigindo transparência nas operações de crédito.
Impactos no mercado e importância do controle no consignado
A suspensão das operações do C6 Bank levanta debates sobre a necessidade de um controle mais rigoroso das operações de crédito consignado em todo o país.
O caso gerou discussões entre especialistas do setor financeiro sobre compliance e proteção do consumidor, destacando o papel do INSS como órgão de defesa dos interesses dos aposentados e pensionistas.
O episódio serve de alerta para outras instituições financeiras que atuam nesse segmento. Com a fiscalização intensificada, bancos precisam redobrar os cuidados para não comprometer a confiança do público e evitar prejuízos irreparáveis à reputação.
Dicas para beneficiários do INSS
Diante deste cenário, é fundamental que aposentados, pensionistas e demais segurados mantenham-se bem informados. Analisar periodicamente os extratos do benefício, conferir condições do contrato e procurar auxílio sempre que identificar algo estranho são passos básicos para evitar dores de cabeça.
Com a suspensão das novas operações de crédito consignado pelo C6 Bank, fica evidente a importância da regulamentação e do acompanhamento constante das instituições que movimentam bilhões no setor de empréstimos consignados no Brasil.
Você já teve algum desconto indevido no seu benefício do INSS? Acha que as medidas de fiscalização estão sendo suficientes ou é preciso restringir ainda mais as regras para bancos e instituições financeiras?
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