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INSS: Confira o valor das aposentadorias para 2023

O Congresso Nacional aprovou na última semana a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2023. Dentre as pautas do texto está a previsão do salário mínimo para o próximo ano, sendo de R$ 1.294.

O Congresso Nacional aprovou na última semana a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2023. Dentre as pautas do texto está a previsão do salário mínimo para o próximo ano, sendo de R$ 1.294.

No entanto, o valor já se encontra abaixo da inflação e, segundo o Congresso, deve subir para R$ 1.302 no ano que vem. Vale lembrar que o piso serve como base para as aposentadorias do INSS.

Novo reajuste

A correção do salário mínimo aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias foi calculada com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de março, que apresentou uma alta de 6,7%.

Entretanto, essa porcentagem já está defasada. De acordo com o Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica de julho, a inflação já está em 7,41%, representando um piso de R$ 1.302.

Impactos do reajuste no INSS e demais benefícios

Como já é de conhecimento de grande parte da população, o salário mínimo serve para determinar valores de benefícios, salários e auxílios. O INSS, por exemplo, não pode conceder um abono inferior ao piso nacional aos seus segurados.

Ademais, entram nessa definição o abono salarial PIS/Pasep, o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Conforme aponta o Ministério da Economia, a cada R$ 1 de aumento no salário mínimo um impacto de R$ 389,3 milhões é gerado no orçamento da União.

Todavia, é importante frisar que o salário mínimo de 2023 se trata apenas de uma previsão, podendo haver variações até o encerramento deste ano. Segundo essa estimativa, veja o reajuste das aposentadorias do INSS:

Valor atual do benefício (valor em R$)Valor previsto para 2023 (valor em R$)
2.0002.148
2.5002.685
3.5003.759
4.0004.296
4.5004.833
4.7005.048
5.0005.371
5.5005.908
6.0006.445
6.5006.982
7.0007.519
7.087,227.612,38

 

Pagamentos do 14º salário do INSS

O pagamento do 14º salário do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) voltou a ser destaque por conta de novas movimentações no projeto que cria o benefício. A princípio, a ideia é realizar os pagamentos para aposentados, pensionistas e demais beneficiários do INSS.

O pagamento do 14º salário do INSS tem como objetivo beneficiar cerca de 31 milhões de beneficiários do INSS que recebem aposentadoria, pensão e auxílios. Ficariam de fora, contudo, segurados que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e renda mensal vitalícia.

Pagamentos do 14º salário do INSS

Até então, a última movimentação do 14º salario do INSS havia sido em novembro de 2021, ou seja, o projeto já contava com 7 meses sem nenhuma movimentação. Na ocasião, a proposta passou por aprovação na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados, trazendo relevantes alterações para o texto. Desde então, sem mais notícias sobre o trâmite, o assunto esfriou.

Qual o cenário atual da liberação do pagamento do 14º salário do INSS?

Inicialmente, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) deu o parecer favorável para o andamento da proposta do pagamento do 14º salário do INSS. O texto poderia sofrer votação nos próximos dias. A decisão desta semana é de que o projeto deverá, agora, ser discutido por comissão especial sobre o tema.

Dessa forma, caso o texto tivesse seguido imediatamente para votação da Comissão de Constituição e Justiça e fosse aprovada, a proposta dependeria apenas de uma votação no Plenário simples do Senado Federal. No entanto, ao retirar o projeto do 14º salário do INSS de pauta, o presidente da Câmara fará com que a proposta siga para uma análise em uma comissão especial, conforme informado anteriormente.

O Deputado Federal Ricardo Silva já encaminhou o relatório confirmando que o Projeto de Lei é constitucional e poderá ser votado. Dessa forma, a medida já possui a autorização necessária para ser votada na última comissão competente da Câmara, de modo a ser aprovada de vez na casa.

Consequentemente, o texto aguarda o parecer de uma Comissão Especial, que já recebeu uma recomendação positiva da CCJ, conforme informado anteriormente.

Caso seja aprovada na Comissão Especial, a proposta de pagamentos do 14º salário segue para o Senado Federal. Mediante a uma decisão favorável dos senadores, por fim, o texto pode ser encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro, que por sua vez, poderá sancionar ou vetar o projeto.

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