O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) registrou alta de 0,82% em março e no acumulado de 12 meses 6,63%. Já se considerado só o ano de 2021 a alta total foi de 1,38%. O índice mede a inflação de preços, incluindo produtos e serviços, para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos.
Os dados divulgados nesta terça-feira (06) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em fevereiro, o índice já registrava alta de 0,40%.
Neste cenário, o FMI ainda apontou que a fome no mundo pode aumentar com forte alta dos preços dos alimentos.
Por outro lado, pode-se perceber que, no acumulado de 12 meses, o custo de vida tem ficado principalmente mais caro para as famílias de baixa renda. O IPC-Br, que mede inflação de preços para famílias com renda de 1 a 33 salários mínimos mensais, teve alta de 6,10% nos últimos 12 meses; Já em março a alta registrada foi de 1%.
O IPC-C1 e o IPC-Br medem a inflação de acordo com a faixa de renda, outra diferença está nas comparações entre itens considerados prioridades para cada grupo. Um exemplo disso é que para a IPC-C1, grupo com menor renda, a alimentação costuma ser mais importante, do que uma escola particular.
Veja abaixo os preços que contribuíram para um custo de vida mais caro para a população com renda entre um e 2,5 salários mínimos.
Aumento de preços que impulsionou alta do IPC-C1:
- Gasolina: 10,9%
- Gás de bujão: 4,07%
- Etanol: 17,11%
- Aluguel residencial 1,04%
- Tarifa de eletricidade: 0,61%
Classe de despesas veja resultado:
O IPC-C1, que mede a inflação para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, é formado por oito classes de despesas, sendo que em março cinco delas tiveram aumento e 3 queda. O maior aumento se deu na categria de transporte e maior retração no setor de vestuário.



