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Ensino remoto: Especialista fala sobre a regressão dos alunos 

Uma pesquisa realizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo) revelou que 84% dos estudantes do ensino médio estudam mais na escola do que à distância. 

Por conta da pandemia da covid-19, especialistas apontam que milhões de alunos perderam praticamente dois anos letivos, além de serem prejudicados no processo de aprendizagem. 

Ao perceber a regressão dos jovens, Janaina Spolidorio, neuropedagoga, defende estratégicas para o ensino através da neurociência.  

A enorme dificuldade de adaptação ao ensino online levou muitas famílias a tirarem seus filhos da escola, devido a dificuldade de todos se adaptarem à nova realidade. 

“Grande parte dos alunos regrediram em aprendizagem, em conhecimento e até mesmo no modo de estudar”, explica Janaína. 

Para se ter uma ideia, crianças que foram retiradas das escolas pelos pais e responsáveis no ensino infantil em 2020, poderão ter dificuldades no futuro. 

“Faltou orientação e divulgação aos pais do quão importante teria sido o contato com o estímulo. Houve também falta de preparo das escolas em dar conta das necessidades de maior vínculo com a família e orientação adequada para o acompanhamento remoto”.

Para a especialista, agora é o momento da educação prezar pela missão estratégica, pois sem ela não será possível ter uma noção do futuro. 

“Não temos documentos regulamentadores próprios para essas crateras, eles consideram o ano letivo. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), por exemplo, que orienta sobre habilidades para determinado ano escolar, muitas vezes não dá conta dessa nova realidade. O documento pode nos confinar, assim como as soluções mágicas que muitos têm oferecido”, afirma Janaina.

Uma criança que não foi estimulada na idade certa não possuirá maturidade cerebral para a próxima fase e este fato poderá atrasar a aprendizagem. Por consequência, ela pode perder a chamada “janela de oportunidade” em neurociência, explica Janaína. 

“A janela é o período da vida da criança em que seria mais fácil e menos ‘doloroso’ aprender. Depois que a janela passa, a criança aprende, mas o esforço é imensamente maior”.

Segundo a especialista, é necessário criar uma estratégia para evitar danos para as próximas décadas, já que os efeitos na educação são a longo prazo”, explica. 

Solução na neurociência

Uma das possíveis soluções pode estar na neurociência, mas com profissionais que sejam realmente gabaritados para entender o processo e o que fazer com o que faltou naquele determinado ponto, defende a especialista. 

Segundo ela, para entender a regressão escolar, é preciso considerar três itens; são eles: 

  • Fase de desenvolvimento, 
  • Aprendizagens invisíveis, 
  • E o equilíbrio estímulo/maturidade. 

“Cada criança está em uma fase de desenvolvimento e essas fases são essenciais para determinar o que elas aprendem em determinado ano escolar. A partir dessas fases, profissionais da educação fazem um planejamento”, diz Janaína.

Educação não é magia, é processo, afirma. “Nada é rápido nela, nem a aprendizagem da criança, que requer maturidade, desenvolvimento; e nem mesmo a solução, que precisa dar ao cérebro a estrutura necessária para poder florescer em aprendizagens saudáveis e mais estáveis” finaliza.

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