A partir das 14h30 desta quinta-feira (11), os olhares do mundo se voltam para o início do evento esportivo mais assistido do planeta: a Copa do Mundo. Em 2026, a competição chega com proporções inéditas, sendo realizada em três países: México, Estados Unidos e Canadá.
De acordo com a Fifa, cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam a última edição do torneio, disputada no Catar em 2022. A expectativa é que a Copa de 2026 alcance números ainda maiores, impulsionada pelo novo formato, pela ampliação do número de seleções e pela abrangência dos países anfitriões.
Confira a seguir os principais detalhes, curiosidades e expectativas em torno da Copa do Mundo de 2026.
Expansão geográfica e aumento do número de seleções participantes
O formato da Copa do Mundo de 2026 traz como destaque a presença de três países-sede, algo inédito no torneio. México, EUA e Canadá recebem jogos em 16 cidades, ampliando não só o espaço territorial, mas também as possibilidades de integração entre povos distintos, aspecto reforçado pelo número recorde de seleções: são 48 equipes na disputa, contra 32 nas edições anteriores.
Essa mudança abriu oportunidade para a presença de novas seleções e promete trazer diferentes estilos de futebol para os gramados.
Copa do Mundo reforça diversidade e conexões culturais
A tradicional atmosfera multicultural do torneio ganha ainda mais força em 2026. Três países, cada um com sua identidade, recebem torcedores, atletas e delegações de todos os continentes.
Em cada sede, elementos típicos estarão presentes, dos vibrantes trajes mexicanos aos pontos turísticos canadenses e à infraestrutura norte-americana. Nos estádios, nas ruas e nas festas promovidas nos arredores, o clima deverá ser de celebração intercultural, evidenciando aquilo que a Fifa descreve como “a magia de unir o mundo”.
Durante a Copa de 2014, no Brasil, essa conexão foi vista de perto com a miscigenação nas arquibancadas e nos ambientes públicos. Agora, a expectativa é que o intercâmbio seja potencializado em território ainda mais amplo e diversificado.
A expectativa é que a Copa do Mundo de 2026 marque uma edição histórica e inclusiva. Imagem: Notícias Concursos
Inovações e curiosidades na edição de 2026
O jogo de abertura de 2026 apresenta uma quebra de tradição ao repetir o duelo entre México e África do Sul, confronto que marcou o início da Copa de 2010. Este será o primeiro caso de repetição do mesmo duelo inicial desde a adoção da abertura única no formato da competição.
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O palco do duelo será o lendário Estádio Azteca, na Cidade do México, tornando-se o primeiro estádio a sediar três partidas de abertura de Copa do Mundo (1970, 1986, 2026).
Outro destaque fica com a cerimônia de abertura, que terá shows simultâneos em três grandes cidades: Cidade do México, Toronto e Los Angeles. A experiência denominada Countdown Concerts permitirá apresentações musicais integradas, transmitidas em tempo real com artistas locais e internacionais.
A ideia é criar não apenas um show de entretenimento, mas também um símbolo da construção coletiva do maior torneio de futebol do planeta.
Artistas confirmados nas cerimônias
No México: Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.
Nos Estados Unidos: Katy Perry, Future, Lisa, Rema, Tyla e Anitta.
No Canadá: Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.
No Estádio Azteca, a cultura local terá destaque com demonstrações artísticas do folclore mexicano, como o papel picado e intervenções de artistas indígenas. A atmosfera da abertura deve refletir o objetivo de tornar 2026 a edição mais inclusiva de todos os tempos.
Polêmicas e desafios da organização multinacional
Os Estados Unidos, um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026, têm sido alvo de críticas por causa de políticas migratórias consideradas rígidas. As medidas afetaram delegações, árbitros e torcedores que tentavam entrar no país para acompanhar ou participar do torneio.
Um dos casos mais comentados envolve o jogador iraquiano Aymen Hussein. Ele passou por longos procedimentos de segurança e investigação antes de receber autorização para entrar em território norte-americano. Outros integrantes da delegação, no entanto, tiveram a entrada negada.
O árbitro somali Omar Artan também foi impedido de ingressar nos Estados Unidos. Segundo comunicado oficial, a decisão ocorreu por motivos de segurança não detalhados.
A delegação do Irã precisou mudar seus planos de hospedagem após ter a permanência nos EUA vetada. Com isso, o grupo transferiu sua base para Tijuana, no México, mesmo tendo partidas marcadas em solo norte-americano. Também foram registrados relatos de cancelamento de ingressos de parte da torcida iraniana pouco antes do início do torneio.
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