Nesta semana, o aumento no valor do Auxílio Brasil poderá ser aprovado no Congresso Nacional. Para tanto, será preciso que a Câmara dos Deputados se apresse. O Senado Federal já aprovou o texto na semana passada. Nesta segunda-feira (4), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) iniciou uma rodada de reuniões.
Segundo apurações do jornal Correio Braziliense, Lira se reúne hoje com a consultoria jurídica da Casa e também com o relator da PEC na Câmara dos Deputados, Danilo Forte (União Brasil-CE). O objetivo é claro: eles querem blindar o texto da PEC para evitar que alguns partidos questionem a decisão do Congresso Nacional em outras instâncias.
Alguns partidos já sinalizaram que podem realizar o procedimento. É o caso, por exemplo, do Partido Novo, agremiação política que conta com apenas 8 deputados na Câmara. Eles podem entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar o avanço do texto que permite o aumento nos valores dos auxílios.
Entre outros pontos, é provável que o Partido Novo questione a instituição do período de emergência previsto na PEC. Líderes do partido afirmam, em geral, que o Governo Federal estaria lançando mão do artifício apenas para conseguir se beneficiar eleitoralmente. Parlamentares da agremiação afirmam que a decisão poderia ser ruim para as contas públicas.
Este é justamente o ponto que Lira quer tratar neste momento nas reuniões iniciais desta semana. Ela quer montar um texto sólido que impeça que o STF ou qualquer outro órgão questione a validade do texto. Para conseguir a façanha, a PEC teria que comprovar que o país realmente precisa entrar em estado de emergência neste momento.



