Nesta quarta-feira, 03 de junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Resolução 2.247/2026, anunciando o recolhimento voluntário de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal. O recolhimento foi motivado pela detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em um lote específico da água mineral, produzido pela Mineração Bom Jesus Ltda.
Diante desse resultado, o lote está sendo retirado voluntariamente dos pontos de venda, como parte de uma resposta rápida da empresa e das autoridades sanitárias. Continue sua leitura e saiba os detalhes!
Contexto do recolhimento voluntário
A decisão de recolhimento relaciona-se diretamente ao laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal, durante processos de fiscalização e controle de qualidade de alimentos. Este laudo apontou resultado insatisfatório para o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126, com validade até 20 de janeiro de 2027, o que mobilizou uma ação preventiva envolvendo a suspensão imediata da comercialização e distribuição das garrafas desse lote.
A motivação central para o recolhimento está vinculada à constatação da bactéria Pseudomonas aeruginosa. A presença deste microrganismo torna o produto inadequado para consumo humano. O caso envolveu não somente critérios técnicos, mas também respaldo em legislações, como a Lei nº 9.782/1999, a Resolução da Diretoria Colegiada nº 655/2022, além de normas específicas do setor de alimentos e bebidas.
Segundo informações divulgadas, o lote recolhido é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml. Essas unidades foram distribuídas no Distrito Federal, cidades vizinhas de Goiás, Tocantins e no interior de São Paulo. O maior volume foi destinado ao Distrito Federal, com mais de 230 mil unidades.

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Procedimentos adotados pela empresa e fiscalização
O recolhimento voluntário teve início imediatamente após a notificação oficial. Além disso, houve suspensão não só da comercialização, mas também da distribuição e do uso do produto identificado. A Mineração Bom Jesus Ltda. forneceu à Anvisa documentação que detalha sua investigação interna, buscando apurar as razões para a contaminação e prevenir novas ocorrências. Representantes da empresa compareceram a reuniões e estão colaborando ativamente com as orientações e procedimentos regulatórios.
Recomendações ao consumidor
É recomendado que as pessoas verifiquem em casa a presença de garrafas da água mineral Crystal do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126, fabricado em 20/01/2026 e com validade até 20/01/2027. Em caso positivo, o consumo deve ser evitado enquanto aguardam orientações específicas relacionadas à devolução e ao reembolso. Esta orientação se limita unicamente ao lote mencionado, não havendo informações sobre outros lotes.
Impacto e acompanhamento das autoridades
Dados apresentados à Anvisa indicam que aproximadamente 99,2% das unidades já estariam fora do alcance do público, mostrando eficiência na resposta frente ao episódio detectado. Apesar disso, o órgão reforça a necessidade de cautela no monitoramento das ações subsequentes e no acompanhamento de possíveis ocorrências durante o processo de recolhimento, mantendo atenção à segurança alimentar do consumidor final.
Aspectos legais e normativos
A resolução publicada pela Anvisa tem respaldo em dispositivos legais e técnicos que determinam as obrigações em situações semelhantes. Estabelece as regras para suspensão da comercialização, distribuição e uso, determinando ainda as responsabilidades de fabricantes, distribuidores e demais elos da cadeia do setor alimentício. O processo também determina prazos e condições para que investigações sejam apresentadas e soluções implementadas.
Monitoramento e novas atualizações
A situação permanece sendo acompanhada tanto pela Anvisa quanto pelas vigilâncias sanitárias envolvidas. Até o momento, o caso está restrito ao lote específico identificado pelo laudo e não há registro de danos relacionados ao consumo dessa água. Novas informações sobre devoluções, reembolsos ou eventual ampliação das medidas poderão ser divulgadas oficialmente pelos canais institucionais.
Quem possui em casa garrafas do lote afetado deve seguir as orientações publicadas pelos órgãos oficiais. Recomenda-se aguardar novas instruções sobre procedimentos de devolução e os trâmites para reembolso, além de manter o produto afastado do consumo.
Quer ficar por dentro de mais informações como essa? Acesse diariamente o portal Notícias Concursos.



