A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (13/07) o registro da vacina influenza trivalente Fluprevli, conforme a Resolução nº 2.743/2026 divulgada no Diário Oficial da União (DOU). O imunizante apresentou eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos.
A vacina, também registrada para crianças a partir de 6 meses de idade, demonstrou eficácia de até 65% nessa faixa etária. Desenvolvida para combater cepas dos tipos A e B do vírus influenza, a Fluprevli teve sua eficácia avaliada em estudos clínicos.
As pesquisas indicaram altas taxas de soroproteção, que representam a presença de níveis adequados de anticorpos no organismo após a vacinação ou infecção prévia, além de soroconversão, processo relacionado ao início da produção de anticorpos em resposta ao imunizante. Saiba mais a seguir!
O que é a vacina Fluprevli e para quem é indicada?

Fluprevli é uma vacina influenza trivalente, fragmentada e inativada, aprovada para imunização ativa de pessoas a partir de 6 meses de idade contra as cepas dos vírus influenza A e B inclusas na formulação anual.
A recomendação de uso segue diretrizes para proteção de públicos considerados mais vulneráveis aos desdobramentos da gripe, como crianças pequenas, gestantes, idosos e indivíduos com comorbidades.
O imunizante pode ser utilizado em campanhas anuais e também em atendimentos de rotina, dependendo das orientações dos órgãos de saúde.
Como funciona a eficácia da vacina contra influenza em diferentes faixas etárias?
Os estudos clínicos apresentados à Anvisa indicaram eficácia de até 73% na proteção de adultos contra a influenza, enquanto em crianças a eficácia chegou a 65%. Esses índices foram obtidos com base em análises de soroproteção e soroconversão em amostras representativas, sinalizando uma resposta imune relevante gerada pela vacinação com a Fluprevli.
O momento da vacinação é fundamental para sustentar a resposta imunológica, especialmente em épocas de maior circulação viral. A chegada do novo imunizante amplia as opções disponíveis para o combate à gripe sazonal.
Estatísticas recentes
Segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado em 7 de julho, as hospitalizações por influenza A continuam em elevação em Roraima. Já os casos graves provocados pela influenza B permanecem altos em estados do Centro-Sul, como Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, embora alguns locais já apresentem sinais de estabilização ou queda, como Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.
No cenário nacional, os dados indicam uma estabilização ou oscilação nas tendências de longo e curto prazo dos casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre os casos positivos registrados em 2026, a influenza A representa 22,1%, a influenza B corresponde a 4,1%, o vírus sincicial respiratório soma 38,1%, o rinovírus responde por 30,8% e o SARS-CoV-2 (Covid-19) representa 4,8%.
Considerando apenas as últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos casos positivos aponta prevalência de 14,5% de influenza A, 8,1% de influenza B, 55,2% de vírus sincicial respiratório, 23,1% de rinovírus e 2,1% de SARS-CoV-2.
Como a vacina Fluprevli pode contribuir no sistema de saúde?
Ao ampliar a proteção da população contra os vírus influenza A e B, a Fluprevli pode ajudar a reduzir a ocorrência de casos graves e, consequentemente, a necessidade de internações, especialmente entre pessoas dos grupos mais vulneráveis.
O imunizante também pode contribuir para diminuir a circulação do vírus em períodos de maior transmissão, favorecendo a redução da sobrecarga nos serviços de saúde e melhorando o atendimento aos pacientes que necessitam de cuidados médicos.
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