Em junho de 2026, a Anvisa aprovou o Inluriyo® (tosilato de inlunestranto), um novo medicamento oral destinado ao tratamento de adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático.
Esse tratamento é voltado para pacientes cujo tumor é positivo para receptor de estrogênio (ER+), negativo para HER2- e apresenta mutação no gene ESR1 (ESR1m), especialmente após terem sido tratados previamente com terapia endócrina.
A novidade oferece uma opção de monoterapia para um grupo que enfrenta limitações com os tratamentos existentes, aumentando as perspectivas para milhares de mulheres brasileiras.
O que muda com a aprovação do Inluriyo®
A chegada do Inluriyo® representa uma alternativa importante para quem já passou por tratamentos hormonais e busca uma nova resposta ao avanço da doença.
Como o câncer de mama é a neoplasia mais incidente entre mulheres no Brasil, a notícia tem impacto significativo: segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2023 e 2025, são esperados mais de 73 mil casos anuais desse tipo de câncer, formando cerca de 30,1% do total.
O tosilato de inlunestranto é administrado por via oral, facilitando o acesso ao tratamento e reduzindo a necessidade de internações. A aprovação acontece após análise criteriosa da Anvisa e publicação da Resolução 2.465/2026 no Diário Oficial da União.
Como atua o novo medicamento no câncer de mama avançado
O Inluriyo® é indicado para tumores que ainda respondem aos efeitos do estrogênio, característica conhecida como ER+ – e que já desenvolveram resistência a outras terapias endócrinas.
A inovação está no seu alvo molecular específico: a mutação ESR1m. Essa alteração genética gera células tumorais mais resistentes, exigindo abordagens mais precisas e personalizadas.
No tratamento, o medicamento bloqueia a ação do estrogênio nas células afetadas, impedindo a progressão do câncer em estágios em que o tumor não pode mais ser retirado por cirurgia ou já atingiu outros órgãos. O uso de uma abordagem oral ainda traz comodidade e melhora a experiência do paciente durante o processo.
Importância do diagnóstico e da indicação correta
O diagnóstico correto do subtipo de câncer de mama é determinante para o sucesso do tratamento. Identificar a presença do receptor de estrogênio positivo, da ausência do HER2 e da mutação do receptor ESR1 permite direcionar o uso do Inluriyo® a quem terá maiores benefícios.
Dessa forma, potencializa-se a eficácia do medicamento, trazendo maiores chances de controle da doença em fases avançadas.
Médicos e pacientes devem conversar sobre opções e riscos, já que, apesar dos avanços, cada caso pede avaliação individualizada. Novos medicamentos, como o aprovado pela Anvisa, são incorporados à rotina clínica com o suporte de recomendações baseadas em evidências e acompanhamento constante dos resultados.
Números do câncer de mama no Brasil (2023-2025)
- 73.610 casos anuais estimados pelo INCA
- 30,1% de todos os diagnósticos de câncer em mulheres
O papel da Anvisa e os próximos passos
A Anvisa mantém rotina contínua de avaliação de novas terapias, garantindo que medicamentos inovadores cheguem à população brasileira com segurança e qualidade.
A publicação do registro do Inluriyo® garante mais uma alternativa para oncologistas e pacientes, ampliando o espectro de escolhas frente aos desafios do câncer de mama avançado.
Profissionais de saúde devem se atualizar quanto às indicações, contraindicações e posologia deste novo medicamento, além de orientar pacientes sobre diferenças em relação aos tratamentos já conhecidos.
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