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Vacina indiana é mais cara já comprada; saiba tudo sobre o imunizante investigado na CPI

O contrato de compra da vacina indiana, a Covacix, atinge um valor bilionário R$ 1,6 bilhão, na compra de 20 milhões de dose. Sendo a mais cara já comprada pelo governo brasileiro.

Veja tudo que se sabe sobre a negociação a as suspeitas de irregularidades apuradas pela Comissão Especial de Inquérito (CPI). 

As informações são da BBC News.

A denúncia

O servidor concursado, Luís Ricardo Miranda, chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, foi quem denunciou o contrato suspeito. Ele alegou ao Ministério Público Federal uma “pressão incomum” para andamento do processo.

O deputado Luís Miranda (DEM-DF) , irmão do denunciante, declarou para imprensa que, no dia 20 de março, no Palácio da Alvorada, chegou a alertar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre as possíveis irregularidades.

Bolsonaro afirmou na ocasião que acionaria a Polícia Federal, mas não há registros de inquéritos.

Na realidade, o presidente abriu uma investigação contra os irmãos Miranda.

Preço e negociação da vacina indiana

Além do preço unitário de R$ 80,70 (US$ 15) da vacina indiana, a mais cara entre as seis vacinas compradas pelo Brasil até agora, a velocidade de negociação e compra chamou atenção: apenas 3 meses. 

Uma comparação poderia ser feita com a vacina da Pfizer, o prazo para negociação foi de 330 dias e na época o preço inicial foi de US$ 10.

O valor da vacina Pfizer, seria um dos motivos para o governo da Saúde não ter comprado as 70 milhões de doses ofertadas. A informação teria sido passada pelo ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em uma reunião da comissão da CPI da Covid-19.

A fabricante Bharat Biotech nega sobre preço na vacina indiana. Sendo vendidas no exterior de US$ 15 a US$ 20 e de US$ 2 a US$ 10 para o governo indiano.

Já a Precisa Medicamentos se defendeu dizendo que o valor cobrado pela vacina indiana teria sido igual em outros 13 países.

Vacina indiana e empresas envolvidas

Outra possível irregularidade tem relação com o envolvimento de três empresas no contrato. 

Precisa Medicamento 

Empresa que intermediou a negociação e é sócia da Global Gestão em Saúde. Esta última tem suspeitas de irregularidades em outro contrato do ministério da Saúde, em 2017. 

A Global Gestão e Saúde recebeu um total de R$ 19,9 milhões adiantados e não entregou os medicamentos, sendo processada pelo Ministério Público Federal.

Outro fato curioso é a empresa ter sido escolhida na licitação mesmo não tendo o registro para importação dos medicamentos na Anvisa, o que era necessário. 

 “Até o momento, o governo não esclareceu por que optou por empresários com pendências na Justiça como fornecedores, nem por que preferiu adotar padrão diferente das negociações contra outros produtores de vacina que foram diretamente contactados para negociação de contrato de compra de imunizantes”, destacou o jornal O Globo.

Fabricante Bharat Biotech

O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, afirmou que a fabricante da vacina chinesa foi quem apresentou a Precisa Medicamento.

Madison Biotech

A empresa Madison Biotech, com sede em Cingapura, foi quem recebeu o pagamento adiantado do contrato da entrega da vacina indiana.

O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirma que seriam US$ 45 milhões (R$ 221 milhões) e a suspeita é que a empresa seria apenas de fachada.

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