Por Estado: AC | AL | AM | AP | BA | CE | DF | ES | GO | MA | MG | MS | MT | PA | PB | PE | PI | PR | RJ | RN | RO | RR | RS | SC | SE | SP | TO | NACIONAL

Cálculo rescisório: aprenda a entender quanto você receberá se pedir demissão

Em cada tipo de rescisão os valores variam. Nos pedidos de demissão alguns direitos são perdidos

Muitos trabalhadores têm dúvidas sobre quanto receberão após o cálculo rescisório. As contas não são difíceis de fazer, mas requerem atenção quando se trata de situações em que o colaborador é quem toma a iniciativa do término do vínculo empregatício. Assim, trazemos nesta segunda (28) informações completas acerca desses cálculos. Confira!

Como é o cálculo rescisório no caso de pedido de demissão?

Cada forma de demissão possui as próprias verbas a serem pagas. Dessa forma, quando o término do contrato de trabalho é por parte do empregado também se salvaguarda determinadas particularidades. Portanto, o cálculo rescisório possui certas verbas, tais como férias proporcionais, dias trabalhados, entre outros direitos.

O pedido de demissão ocorre quando o trabalhador demonstra vontade de dar fim ao vínculo com a empresa. Para isso, apresenta uma carta de demissão, garante algumas verbas e abre mão de outras.

Aviso prévio

Quando o trabalhador pedir demissão é possível que tenha que cumprir o aviso prévio. Quem decide isso é o empregador, que pode dispensar o período ou não. Ele é de 30 dias e gera ao trabalhador um salário.

Assim, somente corresponde à remuneração do período trabalhado após a apresentação do pedido de demissão. Caso o empregador exija o aviso prévio e o empregado se recuse, há desconto de um salário das demais verbas rescisórias.

Saldo de salário

Além disso, ao pedir demissão a soma de quanto vai receber também conta com o saldo de salário. Isto é, o valor proporcional do número de dias trabalhados no último mês do contrato de trabalho.

Dessa forma, basta dividir o salário por 30. Após isso, multiplica-se pelo número de dias decorridos entre o início do mês e o dia da demissão.

13º salário proporcional

Ainda, quem pedir demissão e se questionar “quanto vou receber?” deve considerar o décimo terceiro salário proporcional. Com isso, o colaborador tem direito a 1/12 do seu salário para cada mês em que houve a prestação de trabalho por no mínimo 10 dias.

Por exemplo, considere um trabalhador que prestou serviços até novembro de 2020. Nesse caso ele tem o direito a 11/12 do 13º salário.

Assim, é preciso dividir o salário por 12. Depois, fazer a multiplicação pelo número de meses trabalhador por pelo menos 10 dias.

Quem pedir demissão soma quanto vai receber as férias proporcionais e vencidas

Da mesma forma, o trabalhador que pede demissão resguarda seu direito a receber o valor das férias. Nesse caso, tanto para aquelas que o período aquisitivo já está preenchido (12 meses) quanto as proporcionais.

O pedido de demissão ocorre quando o trabalhador demonstra vontade de dar fim ao vínculo com a empresa
O pedido de demissão ocorre quando o trabalhador demonstra vontade de dar fim ao vínculo com a empresa – Foto: Canva Pro

Ou seja, ao pedir demissão o quando vai receber conta com as férias que o trabalhador conquistou e, porém, não gozou a tempo. Igualmente, aquelas que estavam no período aquisitivo e ainda não haviam completado um ano.

Por exemplo, considere a conquista do direito às férias ainda em agosto de 2020 e o pedido de demissão em 15 de dezembro do mesmo ano. Assim, há o direito ao recebimento de um salário com 1/3 de adicional, correspondente ao período integral.

Da mesma maneira, recebe 4/12 meses de salário, com adicional de um terço, para as férias proporcionais. Portanto, é preciso dividir o salário por 12. Depois, fazer a multiplicação pelo número de meses trabalhador por pelo menos 15 dias desde a última conquista do período de 12 meses de trabalho. Após, multiplicar o total por 1,3.

Quando pedir demissão quanto se recebe de FGTS?

Por fim, o trabalhador não tem direito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ao pedir demissão. Contudo, ele não perde o valor, ele apenas permanece na conta do FGTS e, assim, admite movimentação futura.

Para isso, deve-se preencher os requisitos de movimentação que se revelam em algumas situações específicas. Dentre elas estão saques emergenciais e outras modalidades que podem ser vistas aqui em outro tipo de cálculo rescisório.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.