Em uma medida estratégica para intensificar a segurança pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a convocação de 1.000 novos servidores para a Polícia Federal nesta quarta-feira (22). A iniciativa visa fortalecer o combate ao crime organizado no Brasil e garantir que a corporação opere com sua capacidade máxima. Este anúncio foi publicado nas redes sociais do presidente e assinado junto ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A medida foi detalhada como um passo fundamental para a proteção das famílias brasileiras. O presidente destacou que a segurança e o combate à criminalidade não podem esperar, justificando o investimento em pessoal para tornar a Polícia Federal mais forte, presente e atuante. A expectativa é que, com o novo contingente, a PF possa expandir suas operações e a prestação de serviços à sociedade.

Imagem: Ricardo Stuckert/PR
Distribuição estratégica dos novos cargos
O reforço de mil servidores será distribuído entre diferentes carreiras essenciais para o funcionamento da corporação. A divisão dos novos postos foi planejada para suprir demandas em áreas críticas. Serão nomeados:
- 630 agentes
- 160 escrivães
- 120 delegados
- 69 peritos
- 21 papiloscopistas
Com essas contratações na Polícia Federal, a previsão é que, pela primeira vez na história, todos os cargos do quadro da PF estejam ocupados até o final do ano. Além disso, o presidente recomendou ao Ministério da Justiça a convocação de todos os agentes e delegados que atualmente prestam serviço fora da corporação para que retornem às suas funções originais, concentrando os esforços no combate direto à criminalidade.
Impacto direto no combate ao crime organizado
O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, afirmou que a medida expressa o compromisso efetivo do governo com o enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, ações concretas como esta são indispensáveis para obter resultados expressivos na área da segurança.
Na mesma linha, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, considerou a decisão um avanço extraordinário. Ele explicou que o novo efetivo permitirá a ampliação da atuação em regiões de fronteira, portos e aeroportos. Além disso, o reforço será fundamental para a defesa do patrimônio ambiental e dos biomas brasileiros, áreas que frequentemente sofrem com a ação de organizações criminosas.
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Resultados recentes e a formação do novo efetivo
O investimento em pessoal se baseia nos resultados sólidos que a Polícia Federal já vem apresentando.
“Apenas no ano passado, a PF conseguiu retirar mais de R$ 9,5 bilhões do crime organizado ao apreender bens ilícitos e bloquear contas bancárias – um valor recorde. E operações como a Carbono Oculto – a maior de nossa história – mostraram como é possível chegar ao andar de cima das organizações e sufocar sua estrutura financeira. Com o reforço que agora a PF recebe, poderá fazer muito mais.
Esta medida é a materialização do nosso compromisso com o enfrentamento ao crime organizado. Uma medida que vai ampliar a atuação da Polícia Federal em regiões de fronteira, portos, aeroportos, e a prestação de serviços à sociedade”, declarou Lula nas redes sociais.
Para preparar os novos integrantes, a Academia Nacional de Polícia (ANP), em Brasília, iniciou em janeiro um novo Curso de Formação Profissional para 651 candidatos ao cargo de Agente. Com duração de aproximadamente três meses, o curso é a etapa final do concurso público e abrange disciplinas como Inteligência Policial, Investigação Criminal, Cooperação Internacional e Uso Seletivo da Força, garantindo que os novos policiais estejam plenamente capacitados para os desafios da carreira.
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