Uma boa notícia para os candidatos que aguardam atualizações sobre o concurso da Polícia Federal! O processo de convocação dos aprovados excedentes avançou no Governo Federal, trazendo esperança para quem busca uma oportunidade na corporação.
No dia 16 de abril, quinta-feira, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) assinou a minuta de um decreto que autoriza a nomeação de 1.000 candidatos aprovados, mas que não foram chamados dentro do número original de vagas.
O documento, assinado pelo ministro substituto Cilair Rodrigues de Abreu, agora segue para a avaliação final do Presidente da República, etapa fundamental para sua publicação no Diário Oficial da União. A seguir, confira todos os detalhes!
Distribuição das vagas para excedentes
A autorização contempla todos os cargos da carreira policial ofertados no último certame, visando fortalecer diversas áreas da instituição. A proposta encaminhada à Presidência detalha a distribuição das mil vagas adicionais da seguinte maneira:
- Agente de Polícia Federal: 705 vagas
- Escrivão de Polícia Federal: 176 vagas
- Delegado de Polícia Federal: 61 vagas
- Perito Criminal Federal: 38 vagas
- Papiloscopista Policial Federal: 20 vagas

Imagem: Reprodução Gov.br/Polícia Federal
Quais os próximos passos e condições para a nomeação?
Embora a assinatura do MGI seja um passo fundamental, a efetivação das nomeações depende de algumas condições administrativas e orçamentárias. O decreto estabelece que o provimento dos cargos está sujeito aos seguintes critérios:
- Existência de vagas: É necessário que haja cargos vagos na data em que as nomeações forem realizadas.
- Disponibilidade orçamentária: O ordenador de despesas da Polícia Federal deverá emitir uma declaração atestando que os novos custos são compatíveis com a Lei Orçamentária Anual (LOA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
- Atos do Diretor-Geral: Caberá ao Diretor-Geral da PF a verificação final dessas condições e a publicação dos atos de nomeação.
Após a publicação do decreto presidencial, a Polícia Federal iniciará os trâmites internos para convocar os aprovados para a posse.
Déficit de pessoal motiva convocação ampliada
A justificativa para a convocação dos excedentes está diretamente ligada ao atual cenário de pessoal da Polícia Federal. Documentos técnicos do próprio governo apontam que o efetivo da corporação não acompanhou o crescimento da demanda por serviços de segurança, principalmente no combate a crimes organizados, financeiros e cibernéticos.
A nota técnica do MGI destaca o caráter excepcional do pedido, fundamentado na necessidade de utilizar o cadastro de reserva para suprir a defasagem de servidores.
Concurso PF pode nomear mais de 2 mil aprovados
Com a provável efetivação dessas mil nomeações, o concurso da Polícia Federal de 2025 se consolidará como um dos maiores da história em número de convocações. O planejamento atual do governo indica um aproveitamento em larga escala do cadastro de reserva, com um cronograma que pode superar 2.500 nomeações ao todo:
- 1.000 vagas imediatas: Já autorizadas e em processo de provimento.
- 1.000 excedentes: Com previsão de nomeação em 2026, dependendo do decreto.
- 508 excedentes adicionais: Previstos para serem chamados em 2027.
Este quantitativo se aproxima do déficit total de cargos na área policial, que hoje ultrapassa 2,5 mil postos, segundo dados oficiais. A estratégia é otimizar o resultado do certame vigente, adiando a necessidade de um novo edital a curto prazo.
Requisitos e salários do último edital
Publicado em 2025, o edital do concurso da Polícia Federal ofertou mil vagas para a área policial. Para todos os cargos, era exigido diploma de nível superior e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria “B” ou superior. Para agente, escrivão e papiloscopista, foi aceita formação em qualquer área.
Para o cargo de delegado, era necessário possuir bacharelado em Direito e três anos de experiência em atividade jurídica ou policial, enquanto para perito criminal era exigida formação em áreas específicas. Os salários iniciais são de R$ 14.164,81 para os cargos de agente, escrivão e papiloscopista, e de R$ 26.800 para delegado e perito criminal, além dos benefícios.
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